CURSO DE DESCOMISSIONAMENTO DE PLATAFORMAS: AGOSTO 2018 – INSCREVA-SE

Prezado(a) Senhor(a),

A Industria de Construção naval e Offshore está em busca de novas oportunidades em face da crise que afeta nosso País. Os Estaleiros, no momento, estão com ociosidade por causa de ausência de demandas de construção naval e offshore. Assim sendo uma atividade surge no horizonte: descomissionamento de plataformas de petróleo e gás natural.

Existem cerca de 160 Plataformas Offshore no Brasil e cerca de 45% delas já estão em situação de estudos bem avançados para o descomissionamento a partir de 2020.

Vale a pena o registro de que no mundo o descomissionamento de antigas plataformas e poços está aumentando drasticamente, com mais de 600 projetos previstos para serem desativados no mundo nos próximos cinco anos.

“Enquanto a América do Norte é o maior mercado para descomissionamento, a Europa tem o maior gasto com descomissionamento, com base no tamanho e volume das estruturas descomissionadas no Mar do Norte”.

Além da América do Norte e da Europa, Angola e Nigéria impulsionarão esta atividade na África, enquanto México e Brasil serão o foco da demanda de descomissionamento na América Latina a partir de 2019/20, e a Austrália impulsionará a demanda na região Ásia-Pacífico.

Um fato merece toda a atenção: não há players dominantes, o que torna ainda mais difícil para as empresas de E&P e de serviços offshore prever com precisão os custos e riscos de descomissionamento de Plataformas.

À medida que a produção de petróleo avançou para águas mais profundas, a remoção das grandes plataformas e ativos instalados em ambientes mais complexos envolve três etapas típicas: Abandono do Poço, Subsea/ Remoção de Instalações Submarinas e Topside/ Remoção das Estruturas da plataforma. Além disso, o descomissionamento não oferece retorno sobre o investimento, mas carrega responsabilidades ambientais e regulatórias significativas.

Devido ao crescente número de ativos destinados ao descomissionamento, juntamente com as considerações regulatórias e ambientais cada vez mais rigorosas relativas às operações offshore, isso está rapidamente se tornando uma prioridade comercial para os operadores offshore, fato que necessitará de prestadores de serviços especializados.

Oportunidades no Brasil

Com 74 plataformas marítimas com mais de 25 anos de operação, a Petrobras está ampliando o desenvolvimento de projetos de descomissionamento – atividade de desmobilização e remoção de equipamentos ao fim da vida útil de um projeto – de sistemas de produção de petróleo offshore. Entre os projetos do tipo em desenvolvimento estão os do campo de Cação, na Bacia do Espírito Santo e de Marlim, na Bacia de Campos.

” Temos verificado que há sistemas que já alcançaram sua vida útil”, disse a diretora de Exploração e Produção (E&P) da Petrobras, Solange Guedes, durante uma das apresentações do novo plano de negócios da companhia, para o período de 2017-2021, que prevê investimentos de US$ 74 bilhões, dos quais 82% na área de E&P. “Existem alguns planejamentos para serem feitos em Marlim, para descomissionamento em águas rasas da Bacia de Campos”, completou.

Segundo o Presidente da Decom North Sea, associação criada em 2010 destinada ao tema do descomissionamento no Mar do Norte, esse tipo de atividade tem um potencial de mercado mundial de US$ 500 bilhões nos próximos 40 anos.

Fundamentada nestes princípios, a SOBENA iniciou estudos e promoveu o 1º Workshop sobre o assunto em Maio de 2017, com bastante êxito. Agora, após liderar duas missões de empresas brasileiras ao Mar do Norte e ao Golfo do México, vem SOBENA tomar a iniciativa de realizar o 2º Workshop para o dia 29 de Agosto próximo, no Rio de Janeiro.

As inscrições já estão abertas através do site www.sobena.org.br e duvidas podem ser tiradas através do telefone 2283-2482.

Atenciosamente,

Eng. Ronald Carreteiro
Coordenador do Workshop