CURSO SOBRE DESMONTE DE NAVIOS E DESCOMISSIONAMENTO DE PLATAFORMAS: MAIO 2018

Prezado(a) Senhor(a)

A Industria de Construção naval e Offshore está em busca de novas oportunidades em face da crise que afeta nosso País. Os Estaleiros, no momento, estão com ociosidade por causa de ausência de demandas de construção. Assim sendo duas atividades surgem no horizonte: Reparos Navais e Descomissionamento.

Vamos abordar este ultimo assunto que é novo para o mercado brasileiro, e que ainda carece de ajustes. O Descomissionamento pode ser de Embarcações Inservíveis ou de Plataformas em fim de ciclo .

O Descomissionamento de Embarcações Inservíveis, também denominado de Desmonte ou Desmantelamento, está em vias de criar um padrão de trabalho, através do Comitê NR 34 coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o SINAVAL e as Centrais Sindicais. O Eng. Prof. Ronald Carreteiro, coordenou desde outubro de 2014 um Grupo de Estudos sobre o Desmonte de Navios no Mundo e impacto sobre o Brasil, e apresentou suas conclusões ao Comitê.

No mundo desmantela-se cerca de 600 a 800 embarcações por ano, sendo 50% de médio a grande porte, 85% dos casos estas atividades ocorriam no eixo CHINA, INDIA, PAQUISTÃO, TURQUIA, BANGLADESH, de forma inadequada sem respeito á responsabilidade social e ao meio ambiente.

Mas este quadro vem se alterando em face das exigências da União Europeia e das Normas da IMO, entre outros Acordos e Convenções Internacionais. O grupo brasileiro que trata deste assunto entende que este é o momento para os ajustes da Norma NR 34, adaptando-a para as atividades de Desmonte, bem como se ter um REGRAMENTO PARA A ATIVIDADE .

No Brasil estimam-se que cerca de 150 navios de vários portes estariam aptos para o Desmonte e outros 100 estariam fora de seu ciclo nos próximos três a cinco anos.

Já o Descomissionamento de Plataformas, são cerca de 700 unidades offshore de petróleo e gás que estão programados para a Cessation of Production (CoP) – término da produção ou fim da finalidade produtiva, nos próximos cinco anos, sendo que as despesas com descomissionamento deverão crescer de U$ 3,5 bilhões por ano atualmente para U$ 6 bilhões por ano no período de 2018-2022.

Deste montante de poços em fins de operação, cerca de 19% estão no Mar do Norte, representando 17% das despesas mundiais de descomissionamento.

Atualmente são três as regiões de maiores atividades de descomissionamento global: Mar do Norte, Golfo do México e a Ásia (Pacífico).

De acordo com o IHS Markit’s Offshore Decommissioning Study Report, há previsão de 2.000 projetos de descomissionamento no mundo para o período 2020-2040, que significarão despesas na ordem de U$ 200 bilhões, já envolvendo países como Angola, Austrália, Brasil, Indonésia, Nigéria e Tailândia, entre outros.

OPORTUNIDADES DE DESCOMISSIONAMENTO NO BRASIL

No Brasil encontram-se em operação 160 unidades offshore onde, de acordo com a ANP, cerca de 42% está operando a mais de 25 anos. Existem 74 plataformas fixas programadas para descomissionamento, sendo que entre 15 a 20 destas plataformas estão com aviso à ANP de que serão descomissionadas a partir de 2020.

O mercado de descomissionamento deverá ter significativo crescimento a partir do descomissionamento das 5 jaquetas localizadas na Bacia de Campos, bem como a revitalização de campo de petróleo, ambos os assuntos estão sendo analisadas pela ANP. Um estudo efetuado pela COPPE/UFRJ, publicado na revista Brasil Energia, em maio de 2017, sugere que o país necessitará descomissionar 60 instalações offshore e cerca de 165 poços, nos próximos 5 a 10 anos.

Estas oportunidades de intensas atividades surgirão tão logo a ANP apresente as Resoluções revisadas aplicáveis à atividade de descomissionamento de Plataformas de Petróleo e Gás, previstas para acontecerem a partir de 2018. Iniciou-se no país o mapeamento das competências, habilidades e expertises inerentes e necessárias para a implantação no Brasil destas novas atividades, que trarão geração de empregos e renda.

As plataformas Fixas com subestrutura de aço, existe algumas opções para o descomissionamento, a saber:

a) Remoção Completa;

b) Remoção Parcial;

c) Tombamento no Local;

d) Reutilização, e

e) Deixar no Local para Utilizações Alternativas.

A Remoção Total das subestruturas de aço apresenta várias vantagens, como o retorno ás condições originais e naturais do local, praticamente elimina riscos á atividade pesqueira, atende regulações nacionais e internacionais, e permite a reciclagem dos materiais.

No processo de Remoção Parcial, o primeiro estágio é o corte da estrutura de aço, deixando uma parte em contato com o ambiente marinho. Porém o corte é bem mais simples e não é necessária a utilização de explosivos.

Já a transformação de Plataformas Fixas em Recifes Artificiais, é uma opção a ser estudada, pois apresenta potencial para a pesca e o ecoturismo, porem exigirá um acompanhamento ambiental uma vez que o ambiente marinho não deve se tornar um depositário de sucatas.

Outra preocupação é que a extração e produção de petróleo pode gerar o acumulo de material radioativo de ocorrência natural, como Radio, Boro, Estrôncio, Pb-210, e outros.

BOAS PRÁTICAS DE DESCOMISSIONAMENTO

A atividade de descomissionamento deve ser planejada bem antes de se alcançar o período de CoP – Cease of Operation ou Término da Produção. Esta atividade é tradicionalmente dividida em três grandes áreas:

§ P&A – Abandono do Poço;

§ SUBSEA – Descomissionamento de equipamentos e materiais entre a Plataforma e o solo marinho;

§ TOPSIDE – remoção e desmantelamento dos equipamentos e materiais da Plataforma.

Todas estas atividades devem ser estudadas e analisadas sob a ótica de três disciplinas:

§ Meio Ambiente;

§ Riscos e Incertezas: Análise de Risco

§ Logística.

Os custos do descomissionamento estão assim distribuídos:

No Brasil há grupos de estudos envolvendo ANP, IBAMA , MARINHA e PETROBRAS, tendo como base a Resolução ANP 27/2006 que trata da desativação de instalações. Existem variáveis importantes a serem definidas e estruturadas, tais como os aspectos ambientais, os tecnológicos, regulatórios e os econômico-financeiros.

Fundamentado nestas premissas, a UCP, através do IPETEC-INSTITUTO DE PESQUISA EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA, decidiu criar um curso de Informação sobre Descomissionamento de Navios e Plataformas, abaixo descrito, agora em Maio de 2018, no Rio de Janeiro, sob a coordenação acadêmica do Eng. Prof. Ronald Carreteiro, Msc, aos SABADOS, DIAS 05, 12 E 19 DE MAIO..

DESCOMISSIONAMENTO DE NAVIOS E PLATAFORMAS DE PETRÓLEO (Curso de Extensão)

UNIVERSIDADE CATÓLOCA DE PETRÓPOLIS/ IPETEC

Carga Horária

Periodicidade e horários

24 horas

Sábados quinzenais, de 8h30 as 17h30.

Objetivos

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O objetivo principal deste curso é apresentar conceitos que possibilitem a compreensão da importância destes temas no contexto atual de nossa economia e em especial para a contribuição do soerguimento dos setores de engenharia, a construção naval e offshore, e a consequente promoção do emprego e renda. E está aberto para todas as especialidades, profissionais de meio ambiente e segurança, advogados, técnicos, gestores, estudantes universitários, fornecedores do segmento OIL & GAS, entre outros profissionais envolvidos com o tema..

Coordenação Acadêmica

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Eng. Prof. Ronald Carreteiro, MSc.

Professores:

Prof PhD Jean-David Caprace/UFRJ COPPE – palestrante convidado

Prof. PhD Marcelo Igor de Souza/UFRJ-COPPE – palestrante convidado

Eng. Prof. Ronald Carreteiro/ RONA ASSESSORIA

Eng. Luiz Freire / TSB OFFSHORE – TETRA TECHNOLOGIES

Prof PhD Newton Narciso Pereira /UFF – palestrante convidado

Programa

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DESMONTE DE NAVIOS
Contextualização Mundial e no Brasil
A engenharia reversa,
Normas Internacionais.
Mapa mundial do Desmonte

Métodos de Desmonte. A adequação á NR 34.
Fases do desmonte
Operação de corte
Mercado de sucata

Novas Oportunidades

Boas Praticas de Desmonte

DESCOMISSIONAMENTO DE PLATAFORMAS DE PETRÓLEO

Contextualização Mundial e no Brasil. O que é descomissionamento?,
Resoluções ANP,
Normas e Padrões Internacionais
Abandono do Poço
Analise de Riscos,
Critérios de Decisão sobre Permanência
Remoção Parcial ou Total
Aspectos Ambientais

Boas Praticas de Descomissionamento
Projeto Integrado de Descomissionamento

PREVISÃO: MAIO 2018 LOCAL: RIO DE JANEIRO/ RUA BUENOS AIRES 90

Fundamentação Legal e Certificação

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Trata-se de um curso livre voltado para demandas de contratação imediata pelo mercado de trabalho no setor de Petróleo & Gás, Construção Naval e Offshore, . Será concedido certificado ao final do Curso Ministrado pelo IPETEC – Instituto de Pesquisa, Educação e Tecnologia aos alunos que obtiverem a freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento).

Documentação

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• Identidade e CPF (cópia)

Contatos: Maria de Fátima

(21) 3553-4112 / 3553-4113

Secretaria.ipetec@gmail.com

Inscrição no site : www.ipetec.com.br

Atenciosamente,

Eng. Prof. Ronald Carreteiro, Msc