OIL & GAS & NAVAL & ENERGY NEWS – Nº 334

I – NOTICIAS
1-Petrobras inicia produção de petróleo e gás em Lula Sul
A Petrobras iniciou no último dia 17 a produção de petróleo e gás natural na área de Lula Sul, no pré-sal da Bacia de Santos, a partir do navio plataforma P-66 (unidade submersível que produz, estoca e transfere petróleo e gás natural). A unidade é a primeira FPSO próprio do consórcio BM-S-11, responsável pelo projeto, e a sétima unidade a produzir no campo de Lula.

Segundo informações da estatal, o Sistema de Lula Sul é o primeiro a iniciar produção neste ano e está em linha com o Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 da companhia. Localizada a aproximadamente 290 km da costa do estado do Rio de Janeiro, em profundidade de água de 2.150 metros, a P-66 tem capacidade para processar diariamente 150 mil barris de petróleo, comprimir 6 milhões de metros cúbicos de gás natural e foi, inicialmente, interligada ao campo de Lula por meio do poço produtor 7-LL-60D.

Segundo a nota divulgada, o Sistema de Lula se soma a 11 outros já em operação no pré-sal das Bacias de Santos e Campos. São eles: Piloto de Lula (FPSO Cidade de Angra dos Reis), Piloto de Sapinhoá (FPSO Cidade de São Paulo), Piloto de Lula Nordeste (FPSO Cidade de Paraty), Iracema Sul (FPSO Cidade de Mangaratiba), Sapinhoá Norte (FPSO Cidade de Ilhabela), Iracema Norte (FPSO Cidade de Itaguaí), Lula Alto (FPSO Cidade de Maricá), Lula Central (FPSO Cidade de Saquarema), Lapa (FPSO Cidade de Caraguatatuba), e o FPSO Cidade de Anchieta e a P-58, ambos no Parque das Baleias.

O Campo de Lula está localizado na concessão BM-S-11 operada pela Petrobras (65%), em parceria com a BG E&P Brasil – companhia subsidiária da Royal Dutch Shell plc (25%) e a Petrogal (10%).

Fonte: Agência Brasil

2-Informação á Comunidade Marítima e Offshore
Tomamos ciência sobre vídeos mostrando um abalroamento durante uma manobra no Porto de Imbetiba, em Macaé, com barcos a serviço da Petrobras. E á tarde um dos vídeos já estava viralizado na WhatsApp .

Desejo parabenizar o colega Rodrigo Cintra por ter recebido os vídeos e não os ter divulgado, em seu excelente Portal Marítimo.

Conforme Rodrigo Cintra descreve em seu Portal: “Já não bastasse o Inquérito que certamente será aberto pela Autoridade Marítima e a investigação dentro da própria Petrobras, os colegas que filmaram agora estão passíveis de represálias sérias, com o risco de perderem seus empregos por terem filmado e divulgado”.

Tanto Rodrigo Cintra/Portal Marítimo, como meu BLOG, estão a sete anos no ar, com o compromisso com a ética, com a opinião independente, seria e competente no que fazemos.

Fonte: O Editor/ Eng. Ronald Carreteiro

3- Aneel prevê realização de leilão de quatro hidrelétricas em setembro
O governo deverá licitar quatro usinas hidrelétricas no dia 22 de setembro. A abertura de audiência pública para colher contribuições sobre o edital do leilão foi aprovada hoje (18) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O certame vai negociar as outorgas de concessão das usinas São Simão (GO/MG), Jaguará (MG/SP), Miranda (MG) e Volta Grande (MG/SP). Vence o leilão quem oferecer o maior valor de bonificação pela outorga, respeitado o valor mínimo para cada usina.

O valor mínimo de bonificação das quatro outorgas foi estimado em R$ 11 bilhões. A potência total das quatro usinas é de 2.922 megawatts.

As usinas de Jaguará, Miranda e São Simão serão licitadas em um único lote. Elas estavam concedidas à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que chegou a manter o controle sobre elas por meio de liminar após o término do contrato. No entanto, a decisão foi revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Fonte: Redação/Agência Brasil|

4- Publicado hoje o pré-edital da 14ª Rodada de Licitações que deverá acontecer em setembro
A ANP publicou (18/05), nos sítios eletrônicos www.brasil-rounds.gov.br e www.anp.gov.br, o pré-edital da 14ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, incluindo a minuta do contrato de concessão. Os documentos permanecerão em consulta pública por 30 dias (até 19 de junho), para contribuições do mercado e da sociedade em geral. A audiência pública está prevista para o dia 27 de junho, em local a ser definido.

A consulta e a audiência têm como objetivos:
1. Obter subsídios e informações adicionais sobre o pré-edital e a minuta do contrato de concessão;
2. Propiciar aos agentes econômicos e aos demais interessados a possibilidade de encaminhamento de comentários e sugestões;
3. Identificar, da forma mais ampla possível, todos os aspectos relevantes à matéria objeto da audiência pública;
4. Dar publicidade, transparência e legitimidade às ações da ANP.

O aviso de consulta e audiência públicas nº 9/2017 foi publicado hoje no Diário Oficial da União. Os textos integrais, bem como as orientações para participação da consulta e audiência, estão disponíveis na página: http://www.anp.gov.br/wwwanp/consultas-e-audiencias-publicas.

O pré-edital determina as áreas oferecidas, as regras e procedimentos para participação e o cronograma preliminar da rodada, cuja sessão pública de apresentação das ofertas está prevista para 27 de setembro desse ano.

Como diferencial com relação a rodadas anteriores, o pré-edital da 14ª Rodada traz, entre outros destaques: a adoção da fase de exploração única; retirada do conteúdo local como critério de oferta na licitação; royalties diferenciados para áreas de nova fronteira e bacias maduras com maiores riscos; redução do patrimônio líquido mínimo para não operadoras (investidores); e incentivos para o aumento da participação de pequenas e médias empresas.

A realização da 14ª Rodada pela ANP foi aprovada pela Resolução CNPE nº 06/2017, publicada no DOU em 20 de abril de 2017. Serão ofertados 287 blocos nas bacias sedimentares marítimas de Sergipe-Alagoas, Espírito Santo, Campos, Santos e Pelotas e nas bacias terrestres do Parnaíba, Paraná, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Espírito Santo, totalizando uma área em torno de 122,6 mil km².

Fonte: Redação TN Petróleo/Assessoria ANP

5- Petróleo fecha em alta
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira, 18, com os investidores ainda reagindo ao relatório semanal de estoques do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos., segundo a Dow Jones Newswires, de 19/05/2017.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho, fechou em alta de 0,51%, ou seja, US$ 49,66 por barril.

Já o petróleo Brent, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 0,57%, alcançando US$ 52,51 por barril.
A produção americana de xisto cresceu de forma significativa desde o início do ano, atingindo 9,31 milhões de barris por dia.

A atividade dos produtores de xisto dos EUA continua a prejudicar a estratégia da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em reduzir a oferta de suprimento global de petróleo, na tentativa de cortar sua própria produção.

Mas a tendência é por petróleo em julho acima de U$ 55,00 por barril.

Fonte: O Editor/ Eng. Ronald Carreteiro

6- TOTAL É AUTORIZADA A EXPORTAR PETRÓLEO DO BRASIL
A empresa francesa Total foi autorizada a exportar petróleo produzido no Brasil. O aval foi concedido esta semana pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Embora não tenha produção no país, de acordo com dados disponibilizados pela ANP, a companhia francesa possui uma fatia de 22,5% do bloco BM-S-11, área onde estão localizados os campos de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu.

A empresa tem ainda uma participação de 35% do campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos. A Total tem também participação em Libra (20%) e em outros blocos na Bacia de Santos, em Barreirinhas, no Espírito Santo, em Pelotas e no Foz do Amazonas.

Fonte: Petronoticias

II – INFORMAÇÕES E COMENTÁRIOS
1-Ex-presidentes da Petros levaram milhões e até imóvel em NY, revela Joesley
O empresário Joesley Batista, do Grupo JBS, declarou à Procuradoria-Geral da República que pagou entre março de 2010 e julho de 2015 propina de R$ 2.700.841,94 a Wagner Pinheiro, então presidente da Petros, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás. Seu sucessor, Luis Carlos Afonso, segundo o delator, levou US$ 1,5 milhão ‘na forma de transferência de propriedade de um apartamento em Nova York’. Os valores, segundo o delator, saíram do porcentual de 1% sobre a constituição do Fundo FIP-Florestal.

Para Wagner Pinheiro, o delator indicou propina de R$ 2.700.841,94, dos quais 300 mil foram em espécie.
“Entregas ocorridas em 6 de fevereiro de 2015 (100 mil), 25 de março de 2015 (50 mil), 28 de maio de 2015 (50 mil), 23 de junho de 2015 (50 mil) e 28 de julho 2015 (50 mil), feitas por Demilton a Junior, irmão de Wagner Pinheiro”, detalhou. “O valor remanescente foi pago por meio de notas fiscais falsas emitidas por Júnior contra empresas do Grupo JBS, quase sempre à razão de uma por mês, em valores que se iniciaram em R$ 34.374,99 e aumentaram progressivamente até alcançar R$ 53.249,99.”

Na Petros, relatou, Luis Carlos Afonso sucedeu Wagner Pinheiro e foi sucedido por Carlos Costa.

“Tanto Luis Carlos quanto Carlos aceitaram a continuação do esquema iniciado com Wagner”, disse.

Joesley afirmou que em 2011, com a incorporação da Eldorado pela Florestal, ele pagou US$ 1,5 milhão para Luis Carlos Afonso, na forma de transferência de propriedade de um apartamento em Nova York.

“Além do apartamento, o depoente transferiu para Luis Carlos aproximadamente o valor de US$ 5 milhões”, contou.
“Parte desse valor refere-se à propina de 1 % da operação com o Petros e parte refere-se a transferência feita pelo depoente a pedido de Vaccari, o qual, em algumas oportunidades, “pediu emprestada” a conta da offhore titularizada pelo depoente para transações relativas a esquemas próprios; que em razão dessa operação envolvendo J&F e Petros o depoente não realizou pagamentos a Carlos Costa.”

Guilherme Lacerda, relatou o empresário da JBS, apresentou ‘a pessoa de nome de João Basco, representante comercial baseado no Espírito Santo, dizendo que o acerto dos pagamentos deveria ser com ele’.

“João Basco emitiu, então, notas fiscais falsas de representação comercial contra empresas do grupo JF.
Sobrevindo sucessão nas presidências dos dois fundos, Carlos Casé, sucessor de Guilherme Lacerda na Funcef, rejeitou oferta de JB de continuidade dos pagamentos”, narrou.

Valores. No termo de colaboração número 2, intitulado ‘Fundos de Pensão’, Joesley detalhou o caminho do dinheiro. O empresário narrou que no primeiro semestre de 2008, montou operação que envolveu a aquisição, pelo BNDES, a Funcef – fundo de pensão dos Correios – e o Petros de 12.99% do capital da JBS, por US$ 1 bilhão, para o plano de expansão da JBS naquele ano. Joesley declarou que BNDES, Funcef e Petros montaram, nessa operação, o fundo Prot (de proteína), para financiar a capitalização da JBS.

Guilherme Lacerda era o então presidente da Funcef. Vagner Pinheiro, da Petros. O delator contou que ‘acordou’ com Guilherme Lacerda e Vagner Pinheiro, ‘1% para cada qual no valor de cada operação posterior à constituição do PROT que a JBS conseguisse obter junto aos fundos’.

Joesley narrou que durante as tratativas para a constituição do PROT, Guilherme Lacerda indicou que ele deveria estabelecer relacionamento mais próximo com Paulo Ferreira, do PT, ‘tendo em vista que o partido exercia influência, nos órgãos de deliberação coletiva de ambas as entidades, sobre os integrantes indicados por sindicatos’.

Segundo o empresário, Paulo Ferreira o apresentou a João Vaccari. O delator contou que entrou em acordo com Vaccari.

“João Vaccari recomendaria as operações de interesse do Grupo J&F aos dirigentes dos fundos sob sua influência, e o depoente pagaria ao PT o valor de 1% de cada operação que a J&F conseguisse obter junto aos fundos”, relatou aos investigadores.

“O depoente deseja ressaltar que, apesar do envolvimento político do primeiro escalão do Governo junto ao BNDES e Fundos, nunca houve interferência ou qualquer vantagem do depoente ou de qualquer executivo ou funcionário do Grupo J&F na área técnica, seja em valor de mercado de ações negociadas ou em avaliações das empresas investidas.”

O empresário narrou que em 2009, ‘o Grupo JBS incluía empresa denominada Florestal, plenamente operacional’.
“Funcef e Petros interessavam•se em investir em empresas de reflorestamento, já havendo, inclusive, tentado parceria com a Vale para essa finalidade. JB (Joesley Batista) entrou em acordo com Guilherme Lacerda e Vagner Pinheiro para ampliar as atividades da Florestal”, registra o anexo de delação de Joesley Batista.

“O veículo de investimento foi a constituição de fundo, denominado Fundo FIP-Florestal, em que cada fundo aportou cerca de R$ 275 milhões e a J&F e Marie Celso aportaram as ações da empresa Florestal. Salienta-se que, em 2010 ou em 2011, Funcef e Petros acabaram estabelecendo parceria com a Vale em moldes análogos Constituído o Fundo FIP-Florestal, o depoente pagou 1% para Guilherme Lacerda e Vagner Pinheiro”, afirmou.

Fonte: Empiricus/ Julia Affonso, Beatriz Bulla, Fábio Fabrinbi e Fábio Serapião

2- Petrobras deve reorganizar prioridades de seus aportes para os próximos leilões
A Petrobras terá de reorganizar as prioridades dos aportes previstos para os próximos anos, caso a empresa decida participar dos leilões de áreas de petróleo e gás que serão realizados pelo governo brasileiro neste ano.

Em entrevista exclusiva à Reuters, o Presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a empresa estuda adquirir direitos exploratórios de áreas apenas em águas profundas que serão ofertadas nos três grandes leilões deste ano, e que deverá ter alguma posição sobre o tema ainda neste mês.

O atual plano de negócios 2017-2021, anunciado em setembro de 2016, prevê investimentos de 74,1 bilhões de dólares, cerca de 25 por cento menor que o Plano de Negócios e Gestão 2015-2019 revisado em janeiro daquele ano.

“Nós temos uma previsão de investimentos de 75 bilhões de dólares entre 2017 e 2021, e isso é muito importante para atingir nossas metas de alavancagem… Se nós ganharmos novas áreas, nós teremos que reorganizar nossas prioridades”, disse Parente, que visitou a redação da Reuters, em Nova York, antes de participar de vários encontros com investidores nos Estados Unidos.

Parente em entrevista à Reuters em Nova York
17/5/2017 REUTERS/Lucas Jackson

Ao mesmo tempo em que tem que escolher bem seus investimentos, devido à enorme dívida líquida de cerca de 300 bilhões de reais, a maior de uma empresa do setor no mundo, a Petrobras também não pode abrir mão facilmente de agregar novas reservas por meio de leilões no Brasil, de onde vem a maior parte de sua produção de petróleo.

Segundo o executivo, se a previsão de investimentos aumentar, a empresa terá de buscar reduzir ainda mais custos.
A empresa tem entre a última semana deste mês e a primeira de junho para decidir e anunciar se irá exercer seu direito de preferência nos dois leilões do pré-sal, previstos para outubro.

Além disso, a empresa também irá decidir ainda se participará do leilão de áreas exploratórias fora do pré-sal, sob regime de concessão, previsto para setembro.

“Nós vamos nos concentrar em águas profundas, não só no pré-sal, mas águas profundas”, destacou.
Parente adiantou ainda que a empresa não tem nenhum interesse em adquirir direitos de exploração em áreas em terra ou em águas rasas.

Inclusive, a companhia planeja colocar à venda todos os seus atuais ativos em terra, de acordo com Parente, como parte do seu bilionário plano de venda de ativos e parcerias, que prevê arrecadar um total de 21 bilhões de dólares entre 2017-2018.

Recentemente, a empresa precisou reiniciar o processo de venda de ativos e atração de parcerias, como forma de trazer maior transparência, após uma intervenção do Tribunal de Contas da União (TCU).

O executivo não quis dar mais detalhes por enquanto sobre quais os ativos a empresa quer vender, uma vez que eles estão passando por um processo interno de aprovação, antes de serem anunciados ao mercado.

Entretanto, a empresa já afirmou diversas vezes seu interesse de priorizar os seus esforços para desenvolver campos produtores em águas profundas, podendo então vender participações em refinarias, dutos, terminais, ativos relacionados a biocombustíveis, fertilizantes, dentre outros.

AVANÇOS
Perto de completar um ano como Presidente da Petrobras, Parente já considera a possibilidade de a empresa atingir uma meta de desalavancagem bem antes do previsto, após a petroleira ter apresentado um desempenho operacional histórico no primeiro trimestre.

Com bons resultados operacionais e um grande plano de venda de ativos em curso, a empresa reduziu a alavancagem, com o índice dívida líquida sobre Ebitda ajustado atingindo 3,24 vezes no primeiro trimestre, ante 4,81 vezes no mesmo período de 2016, aproximando-se cada vez mais da meta de 2,5 no fim de 2018.

“Assumindo que nós não tenhamos grande volatilidade nas taxas de câmbio, nós devemos atingir antes de 2018, entretanto esse não é um número definitivo… Um número saudável para a dívida deveria ser 1,5 (vez dívida líquida sobre Ebitda)”, afirmou Parente.

O executivo, no entanto, frisou que a meta da companhia permanece a mesma e ele não tem como precisar quando os números irão convergir para o que a atual gestão considera o ideal, o que permitiria à empresa novos e mais diversificados investimentos.

Parente assumiu a companhia em junho de 2016, indicado pelo Presidente Michel Temer, após o afastamento definitivo de Dilma Rousseff, durante o pior momento da história da Petrobras, que sofria o impacto do avanço das investigações sobre um bilionário esquema de corrupção envolvendo alguns de seus ex-executivos.

Parente aceitou o desafio com a promessa de que ele teria liberdade para atuar em prol da recuperação financeira da Petrobras e anunciou à época que ficaria na empresa até o fim de 2018, quando termina o mandato de Temer e para quando estão endereçadas as principais metas atuais da empresa.

Entretanto, diante da forte aprovação do mercado financeiro em relação ao seu trabalho, Parente já considera permanecer na empresa por mais tempo, dependendo é claro de decisões governamentais, já que a companhia é estatal.

O CEO ressaltou que a empresa conseguiu, em uma emissão de títulos de 4 bilhões de dólares nesta semana, que os investidores aceitassem um rendimento abaixo de 5 por cento em uma das tranches de operação. Tal taxa foi obtida pela primeira vez desde o início da crise que abateu a empresa. No pior momento, as taxas cobradas atingiram cerca de 13 por cento, segundo ele.

“Se o novo Governo mantém a mesma condição para fazer o que precisa fazer, no caminho certo, eu vou considerar continuar, mas eu não posso dizer se vou continuar ou não, depende do novo governo”, afirmou Parente.

Enquanto isso, o presidente está focado em busca dos objetivos já traçados, que virão da forte disciplina de capital, redução de custos e desalavancagem, segundo ele.

Parente antecipou, sem entrar em detalhes, que a empresa deve fazer pequenas revisões em seu plano de negócios, mas longe das profundas mudanças realizadas no passado.

“Não faria sentido para a companhia revisar tão profundamente o plano todo ano”, afirmou Parente.

Fonte: Marta Nogueira e Simon Webb / Reuters/ Redação Portal Marítimo

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