OIL & GAS & NAVAL & ENERGY NEWS – Nº 337

I – NOTICIAS
1-O PROCESSO DE DESMONTE DE NAVIOS INSERVÍVEIS

A atividade de Desmonte de Navios vem ganhando importância no mundo, face a obsolescência dos sistemas de bordo, o ciclo de vida de 25 anos, entre outros fundamentos.

A atividade de Desmonte de Navios tem, especialmente nos últimos meses, sofrido fortes mudanças sob a ótica da responsabilidade social e do controle de poluição ambiental.

A IMO (Organização Marítima Internacional) vem disciplinando a atividade com a Certificação de Estaleiros para esta finalidade, e, como resultado, muitas oportunidades surgirão, inclusive para Estaleiros do Brasil.
Até fins de 2016, cerca de 90%dos Desmontes de Navios ocorridos no mundo eram feitos em Estaleiros da China, Paquistão, Turquia, Índia e Bangladesh.

Para efeito de conhecimento básico das etapas que envolvem o processo de Desmonte de um Navio, abaixo detalho as 4 Fases normalmente aplicadas na maioria dos Estaleiros localizados em todo o mundo:

1ª FASE: INSPEÇÃO INTERIOR E EXTERIOR DO NAVIO
. IDENTIFICAÇÃO E LOCALIZAÇÃO DO NAVIO INSERVÍVEL
.VERIFICAÇÃO DA SITUAÇÃO DE BAIXA DO NAVIO. ANALISE JURIDICA E ECONOMICA,QUALIFICAÇÃO DE POTENCIAIS COMPRADORES ( BROKERS OU ESTALEIROS) E LOCAIS DE DESMANTELAMENTO;
.PREPARAÇÃO DOS DOCUMENTOS, TERMOS E CONDIÇÕES DA ALIENAÇÃO DO NAVIO;
.CONHECIMENTO DAS REGRAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS;
.LOGISTICA PARA ENTREGA DO NAVIO AO ESTALEIRO INDICADO PELO COMPRADOR OU ARMADOR;
.EVENTUAL TROCA DE PROPRIEDADE ENTRE ARMADOR E O COMPRADOR;

2ª FASE: O DESMANTELAMENTO
.IDENTIFICAÇÃO DE ESTALEIRO QUE EFETUARÁ O DESMONTE E O MÉTODO DE DESMONTE A SER APLICADO ( CAIS OU DOCAGEM);
.ANALISE DOS CUSTOS DE TRANSLADO,DOCAGEM, E CORTE ,
.ENGENHARIA REVERSA : PROCESSO DE DESMANTELAMENTO. DIMENSÕES DO CORTE DA CHAPANAVAL, QUE DEVERÁ OBEDECER A UM CRITÉRIO A SER ESPECIFICADO;

3ª FASE : REMOÇÃO DE COMPONENTES E A ETAPA DE CORTE
. INICIO DO PROCESSO DE DESMONTE . RETIRADA DE EQUIPAMENTOS DIVERSOS. REMOÇÃO DO TOP SIDE. REMOÇÃO DO MODULO DE ACOMODAÇÃO, RETIRADA DE CABOS, CORRENTES, E DUTOS. REMOÇÃO DA MOTORIZAÇÃO. O CORTE DA CHAPA NAVAL, DE ACORDO COM AS DIMENSÕES DO COMPRADOR DESTA CHAPA.

4ª FASE: ARMAZENAMENTO E COMERCIALIZAÇÃO
.PARQUE DE ESTOCAGEM DE TODOS OS PRODUTOS DESMANTELADOS.
.CUIDADOS ESPECIAIS: AGUA DE LASTRO, PRODUTOS PERIGOSOS, COMBUSTIVEL, ÓLEOS.
.ANALISE DOS VOLUMES COMERCIALIZAVEIS: FERROSOS E NÃO FERROSOS, CHAPAS NAVAIS, PEÇAS, EQUIPAMENTOS , CABOS, DUTOS , VIDROS, MADEIRAS..
.IDENTIFICAÇÃO DOS POTENCIAIS COMPRADORES DE CHAPAS NAVAIS ,CORRENTES, PEÇAS, EQUIPAMENTOS, CABOS, DUTOS, E INSTRUMENTOS DE BORDO.
. COMERCIALIZAÇÃO DAS PARTES CORTADAS E DESMANTELADAS: CHAPA NAVAL , EQUIPAMENTOS DIVERSOS, MOTORIZAÇÃO,EIXO, HÉLICE, CORRENTES, SUCATA FERROSA E NÃO FERROSA.

Fonte: ENG. RONALD CARRETEIRO/ Editor

2-Repetro pode ser estendido a partir da próxima semana por 20 anos, dizem três fontes
Um regime aduaneiro diferenciado para o setor de petróleo e gás, conhecido como Repetro, previsto para terminar em 2019, pode ser estendido por mais 20 anos, atendendo a pedidos de grandes petroleiras com atuação no Brasil, disseram três fontes com conhecimento direto do assunto.

A prorrogação do chamado Repetro, um regime aduaneiro especial de exportação e importação de bens destinados a atividades de pesquisa e produção de petróleo, é considerado um fator de estímulo para a participação de grandes empresas nos três grandes leilões de áreas exploratórias de óleo e gás previstos para este ano.
“A decisão demorou um pouco, mas está para sair. Com certeza sairá, possivelmente na semana que vem”, disse uma primeira fonte próxima às discussões na condição de anonimato.

“É certo que a renovação será por mais 20 anos; isso dá tempo suficiente para as empresas se planejarem e se programarem.”

A solicitação para a renovação do Repetro foi encaminhada pelo Ministério de Minas e Energia há alguns meses ao Ministério da Fazenda, que está pronto para aprovar a demanda.

Uma segunda fonte próxima às discussões afirmou que uma medida provisória para a renovação do regime por mais 20 anos está praticamente pronta.

“O Repetro vai ser renovado por 20 anos e está prestes a sair uma MP (medida provisória) sobre o tema. A medida está sendo finalizada e é algo para logo”, disse a segunda fonte a par do assunto. “O bom desempenho dos leilões tem a ver com a renovação”, adicionou.

Uma terceira fonte confirmou a perspectiva de que o regime será estendido por mais 20 anos em breve, mas evitou entrar em detalhes sobre possíveis mudanças nas regras, dizendo apenas que “toda renovação é uma oportunidade de aperfeiçoamentos”.

No segundo semestre, o governo vai realizar duas rodadas de licitações de prospectos na região do pré-sal, sob regime de partilha de produção, em 27 de outubro, e uma rodada fora do pré-sal, sob regime de concessão, em 27 de setembro.

O governo espera arrecadar com os 3 leilões previstos para esse ano cerca de 8,5 bilhões de reais e, até 2019, quando outros leilões vão ocorrer, a expectativa é de arrecadação de ao menos 24 bilhões de reais.

Fonte: Reuters

3-Reposicionamento para o mercado de reparos é uma das alternativas da indústria naval e offshore
Com a retração da indústria naval e offshore, que reduziu o número de encomendas do setor e estagnou uma série de empresas da cadeia produtiva, inclusive os estaleiros, representantes dos principais players do segmento passaram a estudar alternativas para manter o mercado nacional aquecido e competitivo. Uma delas é o redirecionamento do setor para o segmento de manutenção e reparos navais.

No entanto, de acordo com o presidente da Câmara Setorial de Equipamentos Navais, Offshore e Onshore da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (CSENO-ABIMAQ), Marcelo Campos, a mudança de direcionamento adotada isoladamente pode não ser suficiente. “A indústria naval brasileira foi estruturada para atender ao mercado de construção naval, que responde por cerca de 70% do setor no país. O mercado de manutenção e reparos, embora seja interessante, corresponde a no máximo 20% das encomendas que poderíamos ter se mantivéssemos o ritmo e as demandas de construção”, afirma.

O executivo acrescenta ainda que, para que este reposicionamento ocorresse, seria necessário reconstruir o setor do zero, mudando completamente o foco do mercado. “Se esse redirecionamento é feito, toda a cadeia construtiva criada para esta indústria, que é gigantesca, seria dizimada. Fabricantes de válvulas, por exemplo, não entram no segmento de reparos e já seriam algumas das empresas que iriam falir rapidamente”.

Campos baseia sua opinião na experiência do cotidiano das empresas. Ele é diretor geral da Roxtec, especializada em vedações de cabos flexíveis e tubulações, e percebe a dificuldade das companhias em adotar esse reposicionamento. “Até existem estaleiros especializados em manutenção e reparos em atividade, mas são poucos. Sozinhos, eles não conseguem dar sustentabilidade para o negócio. Além disso, a rede de fornecimento para este mercado é muito menor, pois é um segmento pequeno no país”, pontua.

Tema em pauta
A discussão deve ser um dos temas do encontro da cadeia de fabricantes e fornecedores da indústria naval e offshore, marcado para a 14ª edição da Marintec South America – Navalshore, o mais importante evento dedicado à indústria sulamericana, que será realizado no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ), de 15 a 17 de agosto.

Além da Roxtec, outra empresa do segmento que é presença frequente na feira é o Renave, um dos principais estaleiros especializados em reparos navais do país. O superintendente da empresa, Luiz Eduardo de Almeida, tem a mesma opinião de Campos. “Acredito que o segmento de manutenção e reparo nunca foi uma alternativa de fato, pois não tem demanda suficiente para manter o que já temos estabelecido. Com a recessão o mercado diminuiu mais e deixou o setor em uma situação ainda mais complicada”, lamenta.

O diretor do portfólio de infraestrutura da UBM Brazil, organizadora da Marintec, Renan Joel, diz que o objetivo do evento é exatamente esse, reunir todos os players do setor no mesmo local para que possam debater o futuro da indústria naval no país. “Na Marintec, os representantes desta indústria podem encontrar novas sinergias para o mercado e apresentar suas inovações e soluções para recuperá-lo da forma mais sustentável possível”, salienta.

Conjunto de soluções
Por outro lado, Almeida cita uma iniciativa que, segundo ele, poderia garantir resultados imediatos e proporcionar a retomada de fôlego inicial que o segmento precisa. Trata-se dos casos envolvendo o reparo de embarcações construídas no país, financiadas pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM) ou adquiridas com dinheiro proveniente da entidade, mas que muitas vezes são levadas para serem restauradas no exterior. “Esses navios deveriam ser proibidos de fazerem reparações no exterior. Se o Brasil pagou a construção ou a aquisição dessas embarcações, nada mais justo que os recursos utilizados para os reparos sejam revertidos para o próprio país”, destaca.

Campos, por sua vez, ressalta que a melhor alternativa neste momento é diversificar a atuação da indústria naval o máximo possível e migrar para outros segmentos. “Como comentei, o mercado de manutenção e reparos sozinho não tem a força necessária para reerguer o setor, mas se o explorarmos em conjunto com outros segmentos de atuação, como o mercado de iates, o de transporte fluvial e o segmento militar, podemos reaquecê-lo”, finaliza.

Sobre a Marintec South America – www.marintecsa.com.br
A Marintec South America – Navalshore é a principal plataforma de negócios para alavancar inovações e conectar-se com a comunidade marítima da América do Sul. Ponto de encontro desta indústria, reúne armadores, estaleiros, fabricantes e fornecedores, nacionais e internacionais, em prol do aumento da produtividade, da qualificação profissional, do fomento de novas tecnologias, de investimentos e da demanda e oferta para toda a cadeia. Em 2017, acontece de 15 a 17 de agosto, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ), e conta com cerca de 350 marcas expositoras, de 25 países.

Fonte: TN Petróleo

4-CNPE publica diretrizes para individualização da produção em jazidas de petróleo e gás natural
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou no Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira (06/06) a resolução nº 8 que estabelece diretrizes para os procedimentos de individualização da produção em situações onde as jazidas de petróleo e gás natural se estendam para áreas não contratadas.

Cabe à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ao tomar conhecimento, comunicar prontamente ao Ministério de Minas e Energia (MME) a possibilidade de extensão de uma jazida para áreas não contratadas.

As áreas não contratadas que contenham parcela de uma jazida compartilhada deverão ser prontamente contratadas para execução de atividades conjuntas de exploração e produção de petróleo e gás natural, sendo que as contratações serão realizadas, preferencialmente, antes da data de declaração de comercialidade da jazida compartilhada.

A ANP também deverá regular os critérios de apropriação e rateio da produção de uma jazida compartilhada, envolvendo área não contratada, antes da data efetiva de um acordo de individualização da produção.

Caso a contratação da área não contratada ocorra previamente à quitação do valor resultante da diferença entre os montantes reconhecidos dos gastos incorridos e os volumes produzidos e apropriados pela União e pelo titular da área sob contrato adjacente, continuará a União credora ou devedora, conforme o caso, de eventual saldo.

Os gastos passíveis de recuperação e as receitas da União, decorrentes da participação que lhe é devida na produção da jazida compartilhada, deverão ser atualizados monetariamente, pelo Índice Geral de Preços do Mercado – IGP-M, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), ou outro que o vier substituir, sendo vedada a remuneração de capital.

Sobre a produção realizada antes da data efetiva do acordo de individualização da produção, pelo titular da área sob contrato com jazida compartilhada que se estenda para área não contratada adjacente, incidirão royalties nas alíquotas previstas no respectivo contrato de exploração e produção e participação especial no caso do contrato de concessão.

Não será devido, em relação às áreas não contratadas, o pagamento de despesas qualificadas como pesquisa e desenvolvimento e inovação a que se referem os contratos de exploração e produção de petróleo e gás natural.

Fonte: GUIA OIL & GAS

5-Hidrovias do Brasil estabelece recorde com transporte de soja em comboio gigante
Em maio, a Hidrovias do Brasil, empresa de logística integrada com foco no aproveitamento do transporte hidroviário na América Latina, bateu recorde ao transportar 55 mil toneladas de soja do Paraguai ao Uruguai. A carga percorreu um trajeto de 1.490 quilômetros de hidrovias, onde há restrições quanto ao número de embarcações permitidas para navegação, devido à profundidade fluvial. A empresa desenvolveu uma estratégia para transportar a carga completa de forma mais eficiente e com redução de custos, com 32 barcaças de 66 metros de largura e 420 metros de comprimento, acopladas simultaneamente. O processo logístico teve início com o carregamento de 20 barcaças na Zona de Asunción, Paraguai, e, em seguida, foram acopladas a essas barcaças mais 12 que estavam em confluência (junção dos rios Paraguai e Paraná).

Comboio mostrou apenas uma pequena parte do potencial das hidrovias. Falta agora a indústria acordar para esta realidade.

Assim, seguiram até San Lorenzo, Argentina, onde foi necessário dividir o comboio em 16 e 16 (limite permitido neste trecho), até chegar ao destino final, Nueva Palmira, Uruguai. Com esta operação logística disruptiva, a Hidrovias do Brasil obteve cerca de 55% de redução em custos. Esta movimentação foi realizada no Corredor Logístico Sul, onde a empresa atua por meio da hidrovia Paraguai-Paraná e movimenta mais de 6 milhões de toneladas de cargas diversas, como commodities agrícolas, minérios, celulose, entre outros.

Fonte: Globo Rural/ Redação Portal Marítimo

II – INFORMAÇÕES E COMENTÁRIOS
1-Diretoria de Portos e Costas completa 110 anos
No dia 11 de junho, a Diretoria de Portos e Costas (DPC) completará 110 anos de serviços prestados ao país. Fundada em 1907, a DPC, denominada à época como Inspetoria de Portos e Costas, foi criada com a missão de fiscalizar e coordenar as Capitanias dos Portos, a Marinha Mercante Nacional e os serviços de praticagem.
Desde então, tem assumido inúmeras tarefas e enfrentado os desafios que se apresentam relacionados à segurança da navegação, salvaguarda da vida humana no mar e hidrovias interiores, a prevenção da poluição hídrica causada por embarcações e suas instalações de apoio, bem como a formação e qualificação do pessoal de Marinha Mercante, por meio do Ensino Profissional Marítimo (EPM).

Primeira sede da DPC – Foto: Diretoria de Portos e Costas
São esses os pilares da DPC, uma das representantes da Autoridade Marítima Brasileira responsável por atualizar, divulgar e fiscalizar o cumprimento das Normas da Autoridade Marítima (NORMAM), sempre em consonância com as convenções e resoluções da Organização Marítima Internacional (IMO).

Subordinada à Diretoria-Geral de Navegação (DGN), a DPC é uma Organização Militar da Marinha do Brasil com proximidade do público, prestando diversos serviços à sociedade, além de apoio técnico às 27 Capitanias, 14 Delegacias e 22 Agências distribuídas por todo o território brasileiro.

Entre suas atividades, a DPC oferece atendimento às demandas da comunidade marítima por meio do intercâmbio de informações com entidades civis e organismos internacionais. Sempre que possível, recebe as comunidades marítima, náutica e portuária no intuito de permitir o aprimoramento contínuo de normas e procedimentos, com foco na segurança da navegação.

Vice Almirante Lima Filho, atual Diretor de Portos e Costas
Ao longo do último ano, a DPC empreendeu ações visando atender as demandas relacionadas ao Poder Marítimo, dentre as quais cabe destacar a segunda edição do “Prêmio DPC de Qualidade”, que visa inspirar e motivar as 63 Capitanias, Delegacias e Agências a aprimorarem, ainda mais, o desempenho de suas atividades. O resultado é a constante melhoria no atendimento ao público.

A DPC investe no constante treinamento de seus militares e funcionários civis a fim de garantir um atendimento de excelência ao seu público.

O ano de 2017 também foi marcado pelo início do curso da nova especialidade para Praças, denominada “Segurança do Tráfego Aquaviário” (SQ), no Centro de Instrução Almirante Alexandrino (CIAA). Um dos diferenciais da primeira turma “SQ” foram os tablets disponibilizados aos 30 alunos para consultas às Normas da Autoridade Marítima e demais publicações correlatas.

A figura do Inspetor e do Vistoriador Naval é primordial para a garantia da segurança das operações nas vias navegáveis em nosso país. A DPC investe na formação e aperfeiçoamento desses profissionais.

Vale ressaltar também a formação de 45 novos Oficiais da Reserva Não Remunerada (RM2) Vistoriadores e Inspetores Navais no primeiro semestre de 2017, essencial para as atividades relacionadas à segurança do tráfego aquaviário.
Na área ambiental, a DPC, em consonância com as resoluções emanadas pela Organização Marítima Internacional (IMO), participou ao longo dos últimos doze meses de fóruns e debates ligados à poluição do meio ambiente hídrico, especialmente sobre temas envolvendo o controle de água de lastro em navios e a redução dos níveis de enxofre no combustível marítimo.

Fonte: DPC/ Assessoria de Rodrigo Cintra

2-Relatório Anual de Revenda de Combustíveis 2017 da Fecombustíveis mostra crescimento do setor
Os dados de consumo de gasolina, GNV (gás natural veicular) e até do gás de cozinha (GLP) junto com o potencial de crescimento das lojas de conveniência estão entre os pontos positivos divulgados no Relatório Anual de Revenda de Combustíveis 2017, elaborado pela Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes). O material aponta para certos nichos de mercado, trazendo boas expectativas aos visitantes e expositores da Expo Postos & Conveniência – Feira e Fórum Internacional de Postos de Serviços, Equipamentos, Lojas de Conveniência & Food Service, que acontece de 15 a 17 de agosto, no São Paulo Expo.

A Expo Postos & Conveniência é o maior evento da América Latina para os setores de combustíveis e lojas de conveniência. Segundo o Relatório da Fecombustíveis, uma das entidades organizadoras do evento, “as tendências de mercado apontam que a loja de conveniência representa uma alternativa de diversificação de negócios para a revenda brasileira, que possui vasto espaço para crescimento”. Esse potencial se traduz, inclusive, pelo número de postos de combustíveis no país que ainda não possuem lojas de conveniência: cerca de 80%, segundo o Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes).

Ainda de acordo com o relatório, os lojistas precisam ficar atentos ao perfil do consumidor moderno, que passa muito tempo fora de casa, tem uma rotina corrida e busca praticidade em seu dia a dia, se adequando à loja de conveniência. A área de food service se mantém como tendência de mercado para este ano, com destaque ao consumo de alimentos e bebidas saudáveis.

Quanto ao mercado de revendas de combustíveis em 2016, apesar do fraco desempenho do setor como um todo, cujo recuo atingiu 4,5% em relação a 2015, segundo dados da ANP, o Relatório aponta uma alta no faturamento de gasolina em 15%, o que corresponde a R$ 158,3 bilhões. O volume comercializado aumentou 4,6% no período, ou seja, 43 milhões de metros cúbicos. Também foram registrados aumentos de consumo mais modestos, no GNV, que cresceu 3% em 2016.

Inscrições abertas para o credenciamento da Feira e do Fórum
Para visitar a Expopostos & Conveniência a organização do evento disponibilizou um sistema para pré-credenciamento online, que pode ser feito pelo site – http://www.expopostos.com.br/credenciamento. O preenchimento é gratuito e obrigatório para que profissionais do setor possam retirar a credencial nos dias de realização da Feira.

O Fórum Internacional de Postos de Serviços, Equipamentos, Lojas de Conveniência e Food Service já está com inscrições abertas. É a oportunidade para visitantes/compradores estarem em contato direto com especialistas, executivos e representantes do governo que vão tratar de temas voltados à economia, revenda de combustíveis, o futuro do downstream no Brasil, iniciativas vitoriosas de combate às irregularidades, desafios da revenda na América Latina, serviços de conveniência, entre outros. A palestra de abertura será ministrada pelo CEO da Google Brasil, Fábio Coelho. O interessado em participar do Fórum tem até o dia 10 julho para aproveitar o valor promocional da inscrição. A programação completa pode ser encontrada pelo site – http://www.expopostos.com.br/programacao

A Expo Postos & Conveniência é promovida pela Fagga GL events Exhibitions e realizada pelas entidades Abieps (Associação Brasileira das Empresas de Equipamentos e de Serviços para o Mercado de Combustível e de Conveniência), Fecombustíveis e Sindicom. Os organizadores esperam por um público de mais de 16 mil visitantes qualificados, com cerca de 150 expositores e R$ 165 milhões em negócios para essa 13º edição. Serão apresentadas as novidades do mercado, que inclui novos produtos, equipamentos, serviços e tecnologias voltadas ao setor. As principais distribuidoras de combustíveis e de lubrificantes Petrobras Distribuidora, Ipiranga, Shell, Texaco, Chevron e Moove já confirmaram presença. De acordo com a promotora, mais de 70% da planta da Feira já está ocupada.

Fonte: Redação TN Petróleo/Assessoria FECOMBUSTÍVEIS

Deixe uma resposta