OIL & GAS & NAVAL & ENERGY NEWS – Nº 342

I – NOTICIAS
1-Petrobras pode pulverizar controle da BR
A Petrobras pretende oferecer entre 25% e 40% do capital da BR Distribuidora, por meio de oferta secundária de ações, afirmou uma fonte com conhecimento do assunto. O Valor apurou, no entanto, que, embora não seja consenso dentro do conselho de administração, a hipótese de uma pulverização do controle da distribuidora no mercado, a partir da oferta de mais de 50% do capital da companhia, ainda não pode ser descartada.

Segundo uma segunda fonte a par do assunto, o percentual da BR a ser oferecido ao mercado ainda será definido mais adiante, a depender muito do avanço da demanda que os bancos identificarem e do “feedback” dos investidores. De acordo com a mesma fonte, a maior parte do conselho de administração da Petrobras prefere “caminhar aos poucos” com a abertura de capital da BR, mas há defensores, no grupo, de um processo de pulverização mais intenso do capital da distribuidora.

Como a meta da Petrobras é listar a distribuidora de combustíveis no Novo Mercado da B3 (antiga BM&FBovespa), segmento especial de governança corporativa da bolsa paulista, pelo menos 25% das ações da BR precisa ser ofertada ao mercado. Seja qual for a fatia a ser disponibilizada ao mercado, a ideia é que a governança de alguma forma preserve algum tipo de sinergia com a produção de derivados da Petrobras.

Companhia, que tem 31,2% do mercado de combustíveis no país, teve faturamento de R$ 86,2 bilhões em 2016
A abertura de capital da BR Distribuidora foi aprovada pelo conselho da estatal na terça-feira. A Petrobras comunicou, na ocasião, que todos os atos necessários para a realização da oferta estarão sujeitos à aprovação de órgãos internos da estatal e da BR, bem como à análise e à aprovação dos respectivos entes reguladores. A estatal não estipulou qualquer prazo previsto para a realização do processo.

A BR é um dos principais ativos do programa de desinvestimentos da Petrobras, que pretende levantar US$ 21 bilhões no biênio 2017/2018. Estimativas de mercado apontam que a distribuidora vale algo em torno de R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões.

Dona de uma fatia de 31,2% do mercado de distribuição brasileiro, a BR registrou, no ano passado, uma receita líquida de R$ 86,2 bilhões (montante 11,1% menor que o registrado em 2015) e um prejuízo de R$ 315 milhões (ante as perdas de R$ 1,16 bilhão do ano anterior). A distribuidora possui um plano de investimentos de R$ 2,8 bilhões entre 2017 e 2021, que visa recuperar o market share da empresa para patamares de 34,6% até 2021. Ao todo, a companhia possui uma rede de 8,1 mil postos e tem planos de aumentá-la em mais 1,8 mil unidades.

A BR Distribuidora já foi uma companhia de capital aberto até 2003 e a reabertura do capital voltou a ser uma opção. A distribuidora abriu o capital em 1993. A primeira tentativa da Petrobras de fechar o capital e reassumir totalmente o controle foi em outubro de 2000. Na época, a proposta da estatal era incorporar a distribuidora para, em seguida, cancelar o registro.

O modelo, porém, foi motivo de queixas de minoritários da distribuidora de combustíveis. O caso foi levado para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que determinou à Petrobras que fizesse uma oferta pública para aquisição de ações (OPA) da controlada. Na época, a estatal decidiu desistir do processo.

Uma nova operação ocorreu em janeiro de 2003, quando a Petrobras realizou na bolsa de valores a troca das ações da controlada por suas próprias ações. A oferta teve adesão de 99,99% dos acionistas da distribuidora – eram necessários dois terços para garantir o sucesso do negócio.

O objetivo, segundo a estatal, era concentrar a liquidez nas ações da própria Petrobras e alinhar os interesses das duas companhias. Desde a primeira tentativa de reassumir 100% da BR, a estatal tinha interesse em adequar o seu perfil ao de concorrentes no mercado internacional e alcançar, com isso, maior liberdade de negociações, além de diminuir custos.

Uma pedra no sapato da BR Distribuidora, que precisa ser resolvida antes de qualquer operação de venda de ações, é a dívida que a Eletrobras possui com a empresa, pelo fornecimento de combustível para geração de energia termelétrica na região Norte.

No fim de março, a dívida total da estatal elétrica com a Petrobras somava R$ 16,7 bilhões. Desse montante, um valor de R$ 10,1 bilhões já foi objeto de dois contratos para repactuação de dívida. Os R$ 6,6 bilhões restantes estavam em negociação entre as empresas. Desse valor em aberto, a Eletrobrás conta com recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo cobrado via tarifa de energia, de cerca de R$ 3,5 bilhões.

Na época, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr, havia explicado que o fechamento de um novo acordo, com relação ao valor em aberto da dívida era importante para a privatização da BR Distribuidora e das distribuidoras da estatal elétrica, principalmente a Amazonas Energia.

Fonte: Valor

2-Asgaard busca semiprontos em estaleiros
A Asgaard, subsidiária do grupo MLog, está buscando oportunidades de aquisição de embarcações de apoio marítimo em construção ou recém-fabricadas, mas que, por dificuldades financeiras enfrentadas por seus proprietários ou estaleiros, estejam sem perspectivas de conclusão ou contratação.

Estima-se que haja cerca de 50 barcos nessa situação no país atualmente. Entre os casos conhecidos estão embarcações de empresas como a Astromarítima, Swire Pacific e Brasil Supply, no Estaleiro Ilha S.A. (Eisa), no Rio de Janeiro.

São PSVs e OSRVs que tiveram sua construção interrompida por falta de recursos dos armadores – a Brasil Supply, por exemplo, está em recuperação judicial – ou em função da crise financeira do Eisa, que também recorreu à Justiça para evitar a falência.

Tanto a Brasil Supply como a Astromarítima tiveram os contratos dessas embarcações cancelados pela Petrobras, que as havia afretado no Prorefam, o programa de renovação e expansão da frota de apoio marítimo da companhia.
Diante da crise da indústria naval e da dificuldade de contratar a construção de barcos a partir do zero no país, a Asgaard optou por cancelar os contratos de dois PSVs encomendados pela petroleira estatal, também no Prorefam.

O objetivo, com isso, foi reduzir a exposição a multas da Petrobras por atraso na entrega – quantias que podem chegar a quase US$ 20 mil por dia – e focar na prospecção de barcos semiprontos em estaleiros para atender aos contratos remanescentes no Prorefam (quatro PSVs da sexta rodada com previsão de entrega entre este ano e 2018).
Esse caminho também foi adotado por armadores como a Galáxia Marítima. Seu único barco entregue no Prorefam, o GNL 1008, foi adquirido quando já estava em construção no Estaleiro Keppel Singmarine, em Navegantes (SC), por encomenda da Guanabara Navegação.

Considerando-se as duas embarcações da Asgaard, chegam a 30 os contratos de embarcações afretadas no programa da Petrobras que foram cancelados ou estão suspensos, ante um total de 121 barcos contratados em sete rodadas de licitação.

Originalmente, a terceira edição do Prorefam previa o afretamento de 146 embarcações de apoio. No entanto, com a redução das atividades de E&P e dos investimentos da Petrobras, a estatal precisou enxugar sua frota nos últimos anos, deixando, inclusive, de lançar uma oitava rodada de contratações no programa.

Fonte: Brasil Energia/ Por João Montenegro

3-Petrobras negocia conclusão do Comperj com chinesa CNPC
A Petrobras negocia com a chinesa CNPC (China National Petroleum Company) parceria para conclusão das obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), paralisadas após o início da Operação Lava Jato.
Segundo a Folha apurou, o projeto faz parte de acordo estratégico assinado em Pequim pelos presidentes da Petrobras, Pedro Parente, e o vice-presidente da CNPC, Wang Dongjin, que preside a Petro China.

Em comunicado oficial, a estatal brasileira informou apenas que o acordo prevê “avaliar, conjuntamente, oportunidades no Brasil e no exterior em áreas-chaves de interesse mútuo, beneficiando-se de suas capacidades e experiências em todos os segmentos da cadeia de óleo e gás, incluindo potencial estruturação de financiamento”.
Por falta de dinheiro, a Petrobras havia retirado o Comperj de seu planejamento estratégico, limitando-se a investir em uma unidade de processamento de gás natural no complexo, localizado em Itaboraí, na região metropolitana do Rio.

O projeto original, porém, previa uma refinaria e um complexo petroquímico. As negociações com os chineses referem-se à conclusão da refinaria, que tem capacidade projetada para processar 165 mil barris de petróleo por dia em sua primeira fase.

Com obras paradas desde 2015, às instalações do Comperj apresentam sinais de deterioração, com a corrosão de tubulações e equipamentos. A Petrobras já colocou US$ 13 bilhões no empreendimento.

A CNPC é sócia da estatal na exploração da área de Libra, a maior descoberta de petróleo do país, no pré-sal da Bacia de Santos, que começa a produzir em fase de testes este ano.

O acordo assinado em Pequim prevê ainda a análise conjunta de outras áreas de exploração e produção de petróleo.
“As parcerias estratégicas têm como benefícios potenciais o compartilhamento de riscos, o aumento da capacidade de investimentos na cadeia de óleo e gás, o intercâmbio tecnológico e o fortalecimento da governança corporativa”, afirmou a Petrobras, no comunicado distribuído nesta terça.

“Para a CNPC, a parceria com a Petrobras reforça seu interesse em investir e aumentar suas atividades no Brasil”, conclui o texto.

Fonte: Folha SP

4- Seminário propõe intensificar uso das hidrovias na integração da América do Sul
O diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski (ao microfone), afirmou que o uso do modal hidroviário no Brasil é irrisório e se limita a poucos produtos.

Apesar de contar com grandes bacias hidrográficas, o Brasil pouco utiliza os rios para transporte de cargas e pessoas se comparado com países vizinhos como Paraguai, Argentina e Uruguai. Intensificar o uso das hidrovias na integração da América do Sul é o principal objetivo do Seminário Internacional “Hidrovias do Mercosul” realizado nesta quinta-feira (13) na Câmara dos Deputados.

Durante o evento, promovido em conjunto pela Comissão de Viação de Transportes da Câmara e pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, afirmou que o uso do modal hidroviário no Brasil é irrisório e se limita a poucos produtos. Minério de Ferro e manganês respondem, por exemplo, por quase 90% das cargas transportadas na Hidrovia Paraguai-Paraná.

Segundo ele, o volume de cargas no trecho chegou a 7 milhões de toneladas em 2014, mas caiu para apenas 3 milhões de toneladas em 2016. Hoje, 9 em cada 10 embarcações que navegam na hidrovia têm bandeira paraguaia.

– Precisamos redefinir a política para as hidrovias para fomentar o uso desse tipo de transporte. É um caminho para o escoamento de grãos e outros produtos – afirmou.

Há dez anos, o Brasil contava com 500 embarcações que faziam transporte hidroviário. Hoje, apenas 51 estão registradas na Antaq. O número é ainda mais preocupante quando comparado com os países vizinhos, segundo o diretor da Antaq. Paraguai tem 1910 embarcações hidroviárias, enquanto que a Argentina conta com 850, Uruguai, 298, e a Bolívia, 333.

– A posição do Brasil incomoda. Entendemos que a hidrovia tem que ser um eixo de desenvolvimento dos países – disse.

Torarski observou que o custo logístico é muito maior ao enviar um contêiner do Mato Grosso para a Argentina por meio do Porto de Santos, passando por rodovias, do que seria por transporte fluvial.
De acordo com o diretor de Infraestrutura Aquaviária do Dnit, Erick Moura Medeiros, o governo trabalha na dragagem e sinalização de hidrovias e avalia a possibilidade de transferir a operação de alguns trechos à iniciativa privada, por meio de concessão. Incentivar o transporte aquaviário é uma preocupação do Ministério dos Transportes, garante.

A senadora paraguaia Mirtha Melgarejo e os deputados José Stédile (PSB-RS) e Hugo Leal (PSB-RJ) destacaram a importância estratégica das hidrovias para facilitar o comércio entre os países do continente.
– Precisamos de investimentos para transformar essas hidrovias efetivamente em uma política de integração – assinalou Leal.

Fonte: Agência Senado/Redação Portos & Navios

5- Maior evento de P&D e Eficiência Energética do setor elétrico brasileiro têm inscrições abertas
O IX Congresso de Inovação Tecnológica em Energia Elétrica (CITENEL) e o V Seminário de Eficiência Energética no Setor Elétrico (SEENEL) ocorrerão de 2 a 4 de agosto de 2017, no Centro de Convenções de João Pessoa (PB). O tema central dos eventos é “Inovação e Integração: Respostas Locais a Barreiras Globais”. As inscrições podem ser feitas em http://www.citenelseenel2017.com.br/.

O CITENEL e SEENEL são eventos bianuais realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para apresentação e discussão de resultados alcançados nos projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e de Eficiência Energética (EE) das empresas do setor elétrico brasileiro.

A palestra magna da edição de 2017 do Congresso e Seminário será feita pelo gerente-geral da General Eletric Capital Aviation Services da América Latina e Caribe, Gilberto Peralta. O palestrante se apresentará no dia 2 de agosto, às 10h30.

Informações: www.aneel.gov.br
Fonte: Redação TN Petróleo/ Assessoria

6- O Congresso Mundial do Petróleo 2020 (WPC) será em Houston no Texas, EUA
O prefeito de Houston, TX, cidade que acolherá o próximo Congresso Mundial do Petróleo (WPC), fala sobre o sucesso do Congresso em Istambul e convida representantes da indústria do petróleo e gás mundial a participar da próxima Conferência 2020 em sua cidade nos EUA.

“Quero agradecer a Turquia e a todos os afiliados pelo acolhimento e sucesso deste Congresso de 2017”, disse Sylvester Turner.

“O pessoal de Istambul foi bastante gentil. A hospitalidade foi simplesmente foi fantástica “, disse Turner.
“Eles nos ofereceram um padrão alto de qualidade e esse é o grande desafio para o evento de Houston”.
Turner falou sobre a indústria de petróleo e gás em Houston.

“Houston é um importante centro global para o setor de energia. Atualmente, existem mais de 4.800 empresas de petróleo e gás atuando em Houston.

“Essas empresas que atuam na nossa cidade geram 40% da capacidade da indústria dos Estados Unidos e empregam um terço dos trabalhadores de petróleo e gás do país”, explicou.

Apontada como “Olimpíadas do Petróleo”, o Congresso que acontece a cada três anos, reuniu os principais dirigentes das grandes empresas mundiais de petróleo e gás em Istambul, além quase 50 ministros de energia.

Fonte: Redação TN Petróleo

II – INFORMAÇÕES E COMENTÁRIOS
1. Especialistas afirmam que mundo caminha para a escassez de oferta de petróleo
O mundo pode estar caminhando para uma escassez na oferta de petróleo em razão da queda nos investimentos e da redução de descobertas de novos poços convencionais, disse o executivo-chefe da Saudi Aramco.

O óleo de xisto não convencional e outros recursos energéticos alternativos são um fator importante para atender a demanda futura, mas é prematuro assumir que esses recursos podem ser desenvolvidos rapidamente para substituir o petróleo e o gás, afirmou Amin Nasser em uma conferência em Istambul.

“Se olharmos para a situação de longo de prazo dos estoques de petróleo, o cenário está se tornando cada vez mais preocupante”, avaliou.

“Os investidores financeiros estão se afastando de fazer grandes investimentos necessários para exploração de petróleo, desenvolvimento de longo prazo e infraestrutura relacionada”, acrescentou o executivo-chefe da Saudi Aramco.

Cerca de 1 trilhão de dólares em investimentos já foram perdidos desde o declínio nas cotações do petróleo, a partir de 2014.

Estudos mostram que 20 milhões de barris de petróleo por dia serão necessários para atender à demanda crescente e compensar o declínio natural de produção nos próximos cinco anos, projetou Nasser.

A gigante Aramco, que se prepara para negociar 5 por cento de seu capital em uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) no próximo ano, continua a investir para manter sua capacidade de produção de 12 milhões de barris por dia.

“Planejamos investir mais de 300 bilhões de dólares na próxima década para reforçar nossa posição”, afirmou Nasser.

Fonte: Reuters

-Opinião do Paulo Pizão da SERVEC ECOLOGIA
Essa análise, caso se concretize este aumento no preço do petróleo, apresenta apenas um dado positivo de pronto, para as finanças do Governo Estado do Rio de Janeiro pelos impactos nos royalties. Além disso se beneficiará também o FECAM – Fundo Estadual de Conservação Ambiental, cujas receitas são calculadas à razão de 5% dos royalties recebidos pelo Estado

Opinião de outro especialista em petróleo
Em um cenário bastante complicado , o petróleo pode passar por uma reviravolta nos próximos meses e disparar de preço. Tudo isso porque o abastecimento da commodity pode ser ameaçado por riscos geopolíticos.
Neil Dwane, estrategista global e diretor de investimentos da Allianz Global Investors, advertiu que o fornecimento de produção de petróleo está ameaçado em todo o mundo.

“Os 2 milhões de barris de petróleo por dia da Venezuela podem literalmente sumir a qualquer dia. O México está com dificuldades financeiras. O Azerbaijão está com problemas. A própria produção da China está em rápido colapso”, disse ele em recente entrevista .

“Um só precisa ter um erro e a única coisa em que falaremos todos os dias será o petróleo acima de US $ 100/barril”. Será isto possível?

Mesmo se essas preocupações geopolíticas não vierem a se efetivar, a OPEP deve enfrentar a “questão do um milhão de barris”, se ela espera algum dia reequilibrar o mercado mundial de petróleo.

Recentemente, os EUA aumentou em 88 mil barris por dia, ou mais de 1%, para 9,34 milhões de barris por dia. Enquanto isso, a produção da Opep aumentou em 220.000 bpd para 32,49 milhões de bpd em junho, de acordo com S&P Global Platts.

Por outro lado, os estoques de petróleo bruto dos EUA caíram em 6,3 milhões de barris na semana até 30 de junho. Se os estoques cairão mais rápido ou não nos próximos meses é a “pergunta do um milhão de barris”, segundo Wang, mas ele acha que um reequilíbrio até 2018 seja improvável.

Uma pesquisa da S&P Global Platts descobriu que a Líbia e a Nigéria aumentaram a produção de petróleo em 80 mil bpd e 50 mil bpd, respectivamente, no mês passado. Ambos estão isentos do acordo de corte da produção da Opep, o que está se tornando um problema para a organização.

“A Líbia e a Nigéria receberam um passe livre quando o acordo começou em janeiro de 2017 porque a tensão civil significava que suas produções eram significativamente reduzidas em relação ao que eles conseguem”, disse Spencer Welch, diretor de mercados de petróleo e energia da IHS Markit, para a CNBC.

Ele afirma que esta coalizão de cortadores de suprimentos agora está sendo atingida por um “duplo golpe” de aumento da produção de membros da Opep e dos EUA, o que acaba afetando o preço da commodity e se torna uma grande preocupação para o acordo de corte de oferta.

Este quadro é bastante desorientador para as empresas que trabalham com planejamento estratégico de médio e longo prazo.

2- Importações de petróleo da China seguem fortes e crescem quase 18% em junho
A China importou 36,11 milhões de toneladas de petróleo em junho, ou 8,79 milhões de barris por dia (bpd), fazendo do país o maior comprador global no mês.

As importações em junho subiram 17,9 por cento ante o mesmo mês do ano passado, segundo cálculos da Reuters, embora os embarques tenham caído 2,9 por cento na comparação com maio, quando foi registrado o segundo maior patamar no histórico.

A forte demanda tem sido guiada pelos baixos preços do petróleo e pelo crescimento nas vendas de carros utilitários esportivos, disse o analista Neil Beveridge, da Sanford C. Bersnstein, em Hong Kong. O apetite pelas importações também foi impulsionado por uma menor produção doméstica.

Nos seis primeiros meses do ano, a China embarcou 212 milhões de toneladas de petróleo, ou 8,55 milhões de barris por dia, alta de 13,8 por cento ante o mesmo período de 2016.

Fonte: Reuters, 13/07/2017

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