OIL & GAS & NAVAL & ENERGY NEWS – Nº 345

I – NOTICIAS
1-5-Parente comenta possíveis cenários para o petróleo até 2040
A Petrobras prevê que a demanda mundial por petróleo terá um crescimento marginal ou zero no período entre 2014 e 2040, afirmou o presidente da estatal, Pedro Parente, em palestra na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio.
Esse cenário de perda de espaço do petróleo na matriz energética mundial é um dos desafios estratégicos da estatal na visão do executivo.

“Todas as projeções levam ao declínio da participação do petróleo no consumo de energia no longo prazo, embora até 2035 continue a haver crescimento”, disse.

A Petrobras trabalha com três diferentes cenários para o aumento da demanda energética no país até 2040. O mais otimista é batizado de Correnteza e prevê uma taxa de crescimento de 1,0% na demanda por petróleo.

No cenário Cardume, essa previsão é de alta de 0,7% e no Coral, o mais negativo, é de crescimento zero da demanda pela commodity nesses anos.

O executivo destacou que a mudança na matriz energética deve levar a um pico de demanda por petróleo entre 2030 e 2040. Depois disso deve haver um declínio, elevando o risco de haver ativos encalhados.

Pré-sal
O executivo destacou que a produção do pré-sal ultrapassou pela primeira vez a do pós-sal em junho.
Parente frisou que, não fosse por questões regulatórias, o desenvolvimento da camada pré-sal poderia ter tido uma velocidade maior.

Parente destacou as mudanças implementadas pela nova direção da Agência Nacional do Petróleo (ANP), como as referentes à política de conteúdo local que, segundo ele, não era racional e tinha que ser aperfeiçoada.

Fonte: Estadão Conteúdo

2-Lucros das petroleiras melhoram graças às reestruturações
As principais companhias de petróleo e gás registraram importantes lucros no primeiro semestre do ano graças a uma alta dos preços, mas principalmente às reestruturações para melhorar a rentabilidade.

BP, Chevron, ExxonMobil, Shell, Total e Repsol, que divulgaram seus resultados nos últimos dias, tiveram mais de 24 bilhões de dólares em lucros líquidos nos seis primeiros meses do ano. Todas registraram um avanço de seus lucros em relação ao ano passado. Algumas delas, voltaram a ter lucros após ficarem no vermelho na primeira metade de 2016.

Quase todas as empresas aumentaram sua produção de hidrocarbonetos, mas elas se beneficiaram sobretudo da alta dos preços após os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros grandes produtores não associados ao cartel, como a Rússia, fecharem um acordo, no fim de 2016, para limitar a produção e frear a queda dos preços.

O preço médio do barril de Brent do Mar do Norte subiu a 51,7 dólares nos primeiros seis meses do ano, ante a 39,8 dólares no mesmo período de 2016. O valor ainda é baixo em comparação às altas alcançadas pelo mercado no ano passado, mas as grandes empresas conseguiram fazer dinheiro mesmo com os preços mais baixos.

“É um ambiente difícil e pode ficar assim por um tempo. Mas estamos construindo uma empresa resistente a essas condições voláteis”, declarou nesta semana Bob Dudley, diretor-geral BP.

Quando os preços do petróleo começaram a cair, há três anos, os grandes grupos tomaram medidas rapidamente: reduziram custos, venderam ativos não estratégicos, se concentraram em projetos mais rentáveis e melhoraram seu funcionamento.

A espanhola Repsol, por exemplo, tinha anunciado no fim de 2015 um plano de redução de cerca de 1.500 funcionários até 2018 que já foi realizado.

“As petroleiras demonstram que têm uma grande capacidade para se adaptar aos preços mais baixos”, avaliam os analistas da Goldman Sachs em nota. Inclusive, elas hoje estão mais bem posicionadas em termos de rentabilidade e fluxo de caixa que quando os preços estavam acima dos 100 dólares o barril, em 2013 e 2014, destacam.

“O que é importante nos resultados recentes é a forma como as empresas geram novamente dinheiro o bastante” para cobrir seus investimentos e dividendos, destaca. Até aqui, se avaliava a queda dos preços como uma fase mais ou menos transitória, mas a ideia de que eles se instalem neste casa de forma definitiva já não é um tabu.

Na Shell, o diretor Ben van Beurden assegura que sua empresa está trabalhando como se os preços do petróleo fossem se manter “baixos para sempre”. “Não queremos pensar que quando virarmos a esquina uma alta dos preços do petróleo vai nos ajudar”, disse.

Para economizar, as grandes petroleiras abandonaram projetos mais caros, como as areias betuminosas do Canadá e algumas perfurações no Ártico. No futuro, contudo, elas terão que encontrar novas reservas de petróleo e gás exploráveis a um custo razoável, o que pode ser complexo a médio prazo.

“Muitos estão sob controle de empresas estatais que têm a vontade e os meios para desenvolver isso por si mesmas”, indicou David Elmes.

“E, em áreas como o gás de xisto americano, as grandes petroleiras competem com as empresas menores, mais especializadas e provavelmente melhores no controle de seus custos”, completou.

Fonte: Uol Economia

3-Queiroz Galvão deve iniciar produção em 2018
Com quase dois anos de atraso, a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) pretende iniciar sua primeira produção de petróleo em águas profundas, no início de 2018, no Campo de Atlanta, no pós-sal na Bacia de Santos. O atraso do projeto, segundo o diretor-presidente da QGEP, Lincoln Guardado, se deve à demora na execução das obras de adaptação do navio-plataforma (FPSO) afretado junto à Teekay Offshore.

A empresa é operadora do bloco e tem como sócios da OGX, que acaba de sair da recuperação judicial, e a Barra Energia. A QGEP é uma empresa do grupo Queiroz Galvão, envolvido nas investigações da Operação Lava-Jato. O executivo garante que os problemas do grupo não afetaram o trabalho do consórcio.

— Não sentimos reflexo dos problemas da Queiroz Galvão, mas dos ligados ao cenário econômico. Vamos ser a primeira empresa privada brasileira a produzir petróleo em águas profundas — disse, destacando que os investimentos para desenvolver o campo são de US$ 820 milhões.

DÍVIDA DE R$ 60 MILHÕES DA OGX
Segundo Guardado, a empresa tem arcado com a parcela de investimentos da OGX e espera ressarcimento de R$ 60 milhões. A parcela a ser aplicada pela OGX somaria mais R$ 150 milhões até o início da produção. Ainda assim, o executivo afirma que a meta é produzir 20 mil barris por dia com dois poços de petróleo no primeiro trimestre de 2018 e chegar a 30 mil barris por dia com a perfuração do terceiro poço. Com o atraso da plataforma que atuará no campo, a QGEP conseguiu reduzir o afretamento para US$ 410 mil por dia, valor 15% inferior ao custo original.

Fonte: O Globo

4-No Brasil a capacidade instalada de geração atinge 152.980 MW em junho
A capacidade instalada total de geração de energia elétrica do Brasil atingiu 152.980 MW* no mês de junho. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve um acréscimo de 7.865 MW**, sendo 5.118 MW de geração de fonte hidráulica, 1.679 MW de fonte eólica, 946 MW de fontes térmicas e 122 MW de fonte solar.

No mês de maio, a fonte hidráulica registrou 72,3% do total gerado no país. Já a geração eólica na matriz de produção de energia correspondeu 6%. Entre as fontes térmicas, a biomassa foi a que mais cresceu sua produção em relação ao mês anterior, com 1,5 pontos percentuais (p.p.), enquanto a geração por petróleo e gás natural representaram +0,7 p.p. e -0,9 p.p, respectivamente. Considerando todas as fontes térmicas, o grupo totalizou 21,7% na matriz de produção de energia elétrica.

Em junho de 2017 o total de linhas de transmissão em operação no Brasil, com tensão maior ou igual a 230 kV, atingiu 136.027 km. No mês, entraram em operação comercial 86,0 km de linhas de transmissão.

O Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro é um documento oficial elaborado pela Secretaria de Energia Elétrica do MME com informações atualizadas e consolidadas sobre a operação eletroenergética no Brasil, permitindo o registro e acompanhamento de temas relevantes do Setor Elétrico, tais como a expansão e o desempenho dos sistemas de geração, transmissão e distribuição, as condições hidrometeorológicas e a política operativa adotada, o comportamento do mercado consumidor e as ocorrências de maior impacto ao Sistema Elétrico Brasileiro (SEB).

*Dados de capacidade instalada total de geração de energia elétrica do Brasil consideram as informações referentes à geração distribuída (GD)

** Os dados de expansão NÃO consideram GD, apenas os Ambientes de Contratação Regulada e Livre (ACR e ACL)

Fonte: Redação TN Petróleo/Assessoria MME

5-Brasil precisa melhorar o ambiente de negócios para atrair mais empresas chinesas
No evento realizado “Primeiro Seminário Brasil-China – Regulação e Desafios Legais para Empresas e Investimentos Chineses no Brasil” organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio, representantes de algumas empresas chinesas que operam no Brasil falaram sobre os seus principais problemas no país e discutiram possíveis soluções com os participantes de ambos os países para ajudar a avançar nos investimentos chineses no Brasil.

Wan Guangfeng, da China National Petroleum Corporation (CNPC), enfatizou a importância do setor de petróleo no Brasil, com as reservas de pré-sal e um grande potencial de crescimento.

No entanto, ele apontou que alguns regulamentos têm se colocado como obstáculos para o desenvolvimento e aumento dos investimentos, como a exigência de conteúdo local, que é generalizado no setor de petróleo.

Além disso, ele sugeriu que uma reforma tributária pode ser benéfica para o desenvolvimento do setor de petróleo, entre outros, no país.

Jia Yao, diretora de Administração da China National Offshore Oil Corp (CNOOC), acrescentou que o país tem o potencial excelente, recursos humanos capacitados e uma boa base jurídica.

Floriano Azevedo, professor de Direito da FGV no Rio de Janeiro, disse que o ambiente de negócios experimentou muitos progressos nas últimas duas décadas, mas ainda há muito para construir na busca de um ambiente mais eficiente e atraente para empresas estrangeiras e investidores.

O atual ambiente de negócios do Brasil é muito semelhante ao da China na década de 1990, observou o cônsul brasileiro no Rio de Janeiro, Li Yang. Embora o Brasil produza muitos bens industrializados, raramente ele consegue ser internacionalmente competitivo, o que é injusto para a produção local.

“Se o Brasil quer prosperar e se desenvolver, a estrutura do mercado precisa mudar”, disse o cônsul Li, acrescentando que “o Brasil é um país importante, mas não se arrisca a subir no palco para a competição mundial”.

Por último, Carlos Ivan Simonsen Leal, presidente da Fundação Getulio Vargas, enfatizou a importância de buscar parcerias mais profundas e destacou a necessidade de reconhecer as diferenças culturais entre o Brasil e a China.

Os brasileiros precisam entender a mentalidade de negócios dos chineses e vice-versa. Ao saber mais uns dos outros, concluiu, os dois países evitarão mal-entendidos e alcançarão uma compreensão mais profunda em suas relações.

Fonte: Redação TN Petróleo/Assessoria FGV

II – INFORMAÇÕES E COMENTÁRIOS
1-Estudo mostra que demanda por petróleo pode atingir seu pico em 2024
A demanda global por petróleo poderá atingir seu pico em 2024, se houver mais ganhos de eficiência em veículos, maior penetração de carros elétricos no mercado, menor crescimento econômico e preços mais altos de combustíveis, disse o Goldman Sachs em um relatório sobre a indústria de refino nesta segunda-feira.

A expansão econômica nos mercados emergentes, liderada pela Índia, pode evitar que o pico seja atingido antes de 2030, mas o crescimento da demanda ainda deve diminuir durante a próxima década, devido a melhorias em carros e caminhões e o maior uso de veículos elétricos, disseram analistas de pesquisa do banco de investimento.

A frota de carros elétricos global, por exemplo, deverá crescer mais de 40 vezes para 83 milhões de veículos até 2030, ante 2 milhões em 2016, disseram os analistas. “Em nosso caso extremo, nós projetamos a demanda máxima por petróleo em 2024”, disseram os analistas Goldman.

O banco projeta o crescimento anual da demanda por petróleo entre 2017 e 2022 em 1,2%, desacelerando para 0,7 em 2025 e para 0,4 em 2030. A demanda por petróleo cresceu a uma taxa média anual de 1,6% entre 2011 e 2016.

Durante o período até 2030, o setor de transporte contribuirá menos para o crescimento da demanda por petróleo. Os petroquímicos deverão se tornar mais centrais, embora com mais matérias-primas provenientes de fora do sistema de refino.

Já a fatia detida pela gasolina e do diesel na demanda total por petróleo deverá estagnar entre 2016 e 2030, segundo o Goldman.

Fonte: O Globo/Redação Portal Maritimo

2-Os assuntos que vão agitar os mercados
A sessão da Bolsa tem como grande destaque o relatório de emprego nos EUA enquanto que, no Brasil, o mercado ainda digere a vitória de Michel Temer na Câmara e as possíveis consequências para as reformas. Atenção ainda para a intensa temporada de balanços.

Confira os destaques:
1.1. Bolsas Mundiais
Todos os olhos dos mercados internacionais se voltam para o relatório de emprego dos EUA a ser revelado nesta manhã. Assim, o dólar recua ante principais pares com investidores em compasso de espera, enquanto a investigação de relações do presidente Donald Trump com a Rússia continuam movimentando a esfera política.

No mercado de commodities, o petróleo cai com investidores avaliando dados de produção e estratégia da Opep, enquanto o minério de ferro futuro sobe mantendo o cenáiro positivo traçado por executivo da Vale para empresas do setor. De acordo com o diretor financeiro da Vale Luciano Siani afirmou em entrevista à Bloomberg, o minério está no “ponto ideal” e a companhia aposta na commodity entre US$ 60-70 a tonelada.

Às 8h23, este era o desempenho dos principais índices:
*CAC-40 (França) +0,24%
*FTSE (Reino Unido) +0,21%
*DAX (Alemanha) +0,15%
*Hang Seng (Hong Kong) +0,12% (fechado)
*Xangai (China) (fechado) -0,35% (fechado)
*Nikkei (Japão) -0,38% (fechado)
*Petróleo WTI -0,43%, a US$ 48,82 o barril
*Petróleo brent -0,42%, a US$ 51,79 o barril
*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian +1,10%, a 549 iuanes
* Minério de ferro negociado em Qingdao 62% +1,63%, a US$ 74,12 a tonelada
finalizá-la até o final de outubro, mas há resistências entre deputados governistas tanto em relação ao conteúdo como ao calendário. Assim, em conversas, o presidente reconheceu a necessidade de reorganizar a base antes dessa votação.

1.2. Agenda Econômica
O grande destaque da agenda internacional, destaque para os dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos às 9h30. De acordo com a Rosenberg, o mercado de trabalho vem registrando meses de firme geração de postos de trabalho, enquanto a estimativa média de analistas consultados pela Bloomberg é de criação de 180 mil vagas de trabalho e taxa de desemprego a 4,3%. O desempenho do mercado de trabalho, em conjunto com a inflação, é importante balizador da política monetária implementada pelo Fed, atualmente no ritmo mais gradual de aperto de sua história. Atenção ainda para os dados da balança comercial de junho no país. Já no Brasil, destaque para os dados de produção e vendas de veículo da Anfavea a serem revelados às 11h20.

1.3. Noticiário Corporativo
O noticiário corporativo tem como foco, mais uma vez, a intensa temporada de balanços. A Smiles registrou lucro líquido de R$ 146,2 milhões no segundo trimestre, uma alta de 18,3% ante o mesmo período do ano passado. Já a Multiplus fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 125,9 milhões, uma queda de 7,7% em relação ao mesmo período de 2016, Enquanto isso, a SulAmérica registrou lucro líquido de R$ 80,6 milhões no segundo trimestre, uma queda de 36,3% na comparação anual. Ser Educacional também divulgou seus números.
Fora da agenda de resultados, o Magazine Luiza reiterou a suspensão de estudos sobre oferta pública, a Lojas Renner teve a recomendação cortada para neutra pela Bradesco Corretora, enquanto a Valor informa que os sócios da Braskem querem levar a sede da petroquímica para os EUA. Por fim, a JBS anunciou a venda de 19,43% da Vigor para a Lala por R$ 1,11 bilhão.

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

Fonte: Andre Mallet/ Senso Corretora de Câmbio e Valores Mobiliários S/A

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