OIL & GAS & NAVAL & ENERGY NEWS – Nº 360

I – NOTICIAS
1-Preço do petróleo continua subindo e alcança US$ 63/barril
O Petróleo Brent para entrega em janeiro 2018 foi cotado a US$ 63,34/barril.
As reservas de petróleo dos Estados Unidos caíram na semana passada em 1,9 milhão de barris, número abaixo do previsto que era de 2,2 milhões.

As últimas semanas garantiram a recuperação do preço do petróleo, em face da expectativa de que a OPEP -Organização dos Países Exportadores de Petróleo, na reunião do dia 29 de novembro, em Viena, confirme os cortes de produção iniciados em janeiro de 2017 e ainda possa ampliar este prazo até fins de 2018. A Opep firmou um pacto em novembro do ano passado para congelar 1,8 milhão de barris diários até junho 2017.

Todos se lembram que o preço do barril de petróleo que custava em torno dos US$ 110 até fins de 2014, chegaram abaixo de US$ 30 em 2016, devido ao excesso de oferta.

Fonte: Eng. Ronald Carreteiro/ O Editor

2-Em novembro o consumo de energia aponta um aumento de 0,5%
Dados coletados entre os dias 1º e 21 de novembro apontam aumento de 0,5% no consumo e de 0,6% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2016. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

Em novembro, o consumo de energia no Sistema Interligado Nacional – SIN registra elevação de 0,5% com 59.986 MW médios frente aos 59.672 MW médios consumidos no mesmo período do ano passado. No Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, o consumo tem queda de 2,5%, índice que leva em conta a migração de consumidores para o mercado livre (ACL). Caso esse movimento de mercado fosse desconsiderado, haveria aumento de 1% no consumo do ACR.

Já o consumo no Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores, apresenta elevação de 8,4%, índice que incorpora as novas cargas vindas do mercado cativo (ACR) na análise. Quando a presença desses novos consumidores não é contabilizada nos cálculos, o ACL apresenta leve queda de 0,4% no consumo.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores de metalurgia e produtos de metais (+6,1%), veículos (+1,7%), têxtil (+1,3%) registram incremento no consumo, mesmo quando a migração é desconsiderada. Nesse mesmo cenário, os maiores índices de retração pertencem aos segmentos de madeira papel e celulose (-9,9%), minerais não-metálicos (-6,6%) e saneamento (-4,2%).

A geração de energia no Sistema, por sua vez, também registra leve aumento em novembro com a entrega de 62.368 MW médios no período, montante de energia 0,6% superior ao registrado em 2016. Os números são impactados pelo aumento de 21,6% na produção de usinas térmicas e de 13,3% na geração eólica. A análise da geração hidráulica, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, indica queda de 8,1% no período.

O InfoMercado Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, em novembro, o equivalente a 66,84% de suas garantias físicas, ou 39.595 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual foi de 71,2%.

Fonte: Redação TN Petróleo/Assessoria CCEE

3-Petrobras: oferta pública de ações da Petrobras Distribuidora (BR)
A Petrobras informa que realizou, perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”), o protocolo de documentos relacionados à oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias de emissão da Petrobras Distribuidora S.A.- BR (“Oferta”), em cumprimento às exigências expedidas pela CVM.

A companhia informa ainda que divulgou, nesta data, o aviso ao mercado e o prospecto preliminar referentes à Oferta, a ser realizada no Brasil, em mercado de balcão não organizado, nos termos da Instrução da CVM nº 400/2003 (“Instrução CVM 400”), e demais disposições legais aplicáveis, sob a coordenação de instituições financeiras integrantes do sistema de distribuição de valores mobiliários, incluindo esforços de colocação das ações no exterior.

O preço de venda das ações, conforme venha a ser acordado na data de precificação da oferta, será fixado após a apuração do resultado do procedimento de coleta de intenções de investimento junto a investidores institucionais, a ser realizado no Brasil e no exterior, em conformidade com o disposto no artigo 44 da Instrução CVM 400 (bookbuilding).

A Petrobras esclarece que a referida Oferta está sujeita à concessão dos registros pela CVM e às condições de mercado.

Este fato relevante tem caráter exclusivamente informativo, nos termos da legislação em vigor, e não deve ser considerado como um anúncio de oferta das ações. Não será realizado nenhum registro da Oferta ou das ações em qualquer agência ou órgão regulador do mercado de capitais de qualquer outro país, exceto no Brasil, junto à CVM.
As ações oferecidas não foram, nem serão registradas nos termos da U.S. Securities Act of 1933, conforme alterada, e não podem ser oferecidas ou vendidas nos Estados Unidos sem o devido registro ou uma isenção de registro aplicável.

Fonte: Redação TN Petróleo/Agência Petrobras

4-Enseada conclui o processo de reestruturação de sua dívida
A Enseada Indústria Naval S.A. informa que a 6ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro homologou o plano de recuperação extrajudicial, protocolado pela companhia no dia 27 de janeiro deste ano. Como resultado deste importante acontecimento, os termos do plano entram em efeito e passam a ser obrigatórios.

A medida cria um ambiente mais estável para a empresa, possibilitando um foco ainda maior na continuidade das atividades, bem como na atração de novas oportunidades de negócios, favorecendo a retomada da operação do estaleiro e a geração de empregos em seu entorno. A recuperação extrajudicial (RE) auxilia ainda no processo de diversificação da Enseada, na medida em que dá mais conforto e segurança aos potenciais clientes e investidores na relação comercial com a empresa.

Os termos desta RE foram definidos em comum acordo com um grupo relevante de credores da Companhia, representando mais de 64% do valor total da dívida reestruturada, o que demonstra a credibilidade da empresa junto a estes credores, bem como a sustentabilidade não somente deste Plano de RE, mas, também, do plano de negócios da Companhia.

“O fato de termos um ativo implantado, licenciado, testado, com tecnologia de ponta e instalações de última geração, além de permitir diversificar nossas operações, passou confiança aos credores para aderirem ao plano. Estamos muito confiantes que, com a implementação desta RE e a estabilização da dívida da Companhia, conseguiremos focar na conquista de novos projetos e na retomada de nossas operações industriais na Bahia”, explica Fernando Barbosa (foto), presidente da Enseada Indústria Naval.

A Enseada Indústria Naval S.A. promoveu um reposicionamento estratégico, diversificando suas áreas de atuação, mas preservando seu foco empresarial, que inclui a indústria de construção e reparação naval e offshore. A empresa adicionou novas atividades ao seu Plano de Negócios, como aquelas voltadas para o segmento de logística e ao estabelecimento de parcerias industriais para produção, fabricação e montagem de estruturas metálicas, com potencial diferenciado para a indústria de geração de energia eólica. O complexo industrial da Enseada encontra-se licenciado e operacional, ou seja, pronto para retomar sua atividade industrial.

Fonte: Redação/Assessoria

5-“Onip velha” fica para dezembro
O imbróglio que envolve o encerramento das atividades da “Onip velha” vai permanecer até dezembro. Ao contrário do previsto, o comando da entidade decidiu adiar a reunião do Conselho Deliberativo para o próximo mês, ainda sem data marcada. A previsão era de que o colegiado se reunisse ainda neste mês de novembro.

A reunião do Conselho do Deliberativo será integralmente dedicada a resolver as questões da “Onip velha”. O presidente da “nova Onip”, Marcos Assayag, estará no exterior em dezembro e não participará.

A reunião terá que ser realizada ainda na primeira semana de dezembro, pois alguns representantes do colegiado estarão fora do Brasil após esse período. Além disso, Firjan e Onip adotam férias coletivas no fim do ano. Entre as deliberações a serem tomadas pelo colegiado está a contratação de uma empresa especializada em questões jurídico-contábeis, com foco na quitação dos passivos da entidade e na análise do possível encerramento das atividades da chamada “Onip velha”. Está prevista ainda a análise da proposta de orçamento para o bimestre novembro-dezembro.
O Conselho Deliberativo da Onip é formado por representantes da Firjan, IBP, Petrobras e Fiesp. O encerramento das atividades da “antiga Onip” exigirá desembolsos de mais de R$ 2 milhões. Um dos grandes problemas é fechar o rateio dessa conta, já que 11 associados se desligaram da instituição e algumas entidades ameaçam ir à Justiça para discutir a questão. Outro tema a ser definido é a forma como será feita a descontinuidade das atividades da antiga Onip.

O futuro da “nova Onip” ainda vem sendo formatado, sobretudo no que diz respeito a sua estrutura de arrecadação financeira. A meta é buscar novos associados, não apenas entidades como também empresas do setor e estabelecer cotas de contribuição, com valores ainda não definidos.

Por enquanto, a “nova Onip” vem tendo visibilidade através do programa Circuito Virtuoso. Internamente há discussões sobre uma possível mudança de logomarca e até mesmo alteração do nome.

A crise da Onip se arrasta desde o ano passado, quando ocorreu o agravamento das discussões em torno das exigências de conteúdo nacional. Até outubro, apenas 12 associados permaneciam ligados à instituição. O Conselho Consultivo da Onip realizou uma última reunião no dia 10 de novembro.

Fonte: Brasil Energia/ Cláudia Siqueira

II – INFORMAÇÕES E COMENTÁRIOS
1-OFFSHORE DECOMMISSIONING CONFERENCE 2017
Após a Conferencia sobre Descomissionamento em St. Andrews/ Escócia (27-29.11), haverá um evento da Prefeitura de Aberdeen (30/11) , que contará com uma apresentação do Consulado Britânico sobre o mercado de óleo e gás no Brasil, uma apresentação do Eng. Ronald Carreteiro sobre as empresas na Delegação SOBENA, e uma apresentação da PETROBRAS.

O objetivo é, além de passar a mensagem do objetivo do grupo com a visita ao Reino Unido, permitir que as empresas do Reino Unido que estarão nos assistindo, possam entender o escopo de atividade de cada empresa no grupo e ter a oportunidade de se registrar para o B2B Matching.
Abaixo e em anexo segue o programa do evento. Ao final do evento haverá um ‘buffet lunch’ oferecido pela Prefeitura de Aberdeen.

8:30 Registration and welcome refreshments
9:00 Opening remarks – Aberdeen City Council
9:10 Overview of the market and opportunities – DIT Brazil
9:25 Introduction to the delegation – Sobena
9:40 Decommissioning – How Petrobras has been facing the challenge – Petrobras
10:00 Closing remarks followed by tea and coffee
10:30-12:30 One to one meetings (15 minute slots)

Fonte: Eng. Ronald Carreteiro/ O Editor

2-Que coisa: ônibus de Londres rodarão com combustível de borra de café
Os icônicos ônibus vermelhos de dois andares de Londres em breve rodarão com um biocombustível feito parcialmente de borra de café.

O combustível será fornecido por um projeto de demonstração criado pela Bio-bean, uma empresa com sede em Londres que se uniu à Royal Dutch Shell para a iniciativa. Serão produzidos 6.000 litros do combustível por ano.

“A borra de café tem um conteúdo de óleo elevado, 20 por cento de óleo em peso, por isso é, de fato, uma matéria-prima excelente para o biodiesel”, disse Arthur Kay, fundador da Bio-bean, em entrevista, por telefone.

Com o aumento da pressão pública contra o uso de alimentos como combustível, as empresas estão se concentrando cada vez mais em biocombustíveis produzidos a partir de resíduos, como óleo de cozinha usado e plantas não comestíveis. Algumas culturas, como o milho e a cana-de-açúcar, são transformadas em etanol para serem queimados nos motores, com mercados consideráveis em algumas partes dos EUA e da América do Sul.

A Bio-bean fechou parcerias com milhares de cafeterias no Reino Unido, como Costa Coffee e Caffe Nero, para a coleta de borra. O Reino Unido produz 500.000 toneladas por ano, segundo Kay. A empresa controladora da Caffe Nero é a Italian Coffee Holdings, com sede em Londres.

A borra é convertida em biocombustível na fábrica da empresa em Cambridgeshire e misturada ao diesel comum, representando 20 por cento do produto final. Em seguida, o material é enviado a um tanque central no qual os ônibus de Londres são reabastecidos.

A empresa também fabrica um pellet sólido de biomassa e briquete para uso em aquecimento doméstico e fogões, produzindo 50.000 toneladas por ano.

“Trata-se de uma matéria-prima boa também para os nossos outros produtos, por exemplo, porque está cheia de energia, tem um conteúdo calorífico superior ao da madeira”, disse Kay.

A Bio-bean foi fundada em 2013 e tem recebido financiamento do governo britânico, da Shell e de investidores privados. A empresa planeja expandir-se pelo Reino Unido e, futuramente, pela Europa continental e pelos EUA.
“Basicamente procuramos lugares onde se beba muito café”, disse Kay. “Nossos planos de expansão primários estão baseados ao redor de onde há fábricas de café instantâneo.”

Fonte: Bloomberg,

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