OIL & GAS & NAVAL & ENERGY NEWS – Nº 378

I – NOTICIAS
1- Petróleo opera em alta, à espera de sanções dos EUA contra Irã
A cotação do barril do petróleo tipo Brent para julho subia 0,44% na IntercontinentalbExchange (ICE), a US$ 79,65, nesta 6ª feira dia 18.05, depois de ultrapassar a barreira de US$ 80 pela primeira vez em três anos e meio.

Na New York Mercantile Exchange (NymeX), o WTI para o mesmo mês avançava 0,17%, a US$ 72,69 por barril.

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, retirou Washington do histórico acordo nuclear de 2015 com o Irã, abrindo o caminho para que a Casa Branca restabeleça sanções à indústria petrolífera iraniana.

Embora a União Europeia tenha reiterado seu apoio ao acordo, empresas de energia da região já começaram a rever investimentos no Irã.

Na quarta-feira (16), a gigante petrolífera francesa Total anunciou que irá abandonar um grande projeto de gás no Irã se não receber uma isenção do governo americano. A Total tem um contrato de US$ 1 bilhão para desenvolver o campo iraniano de South Pars.

A decisão da Total é um sinal concreto de que as sanções dos EUA podem prejudicar o setor petrolífero do Irã e reduzir ainda mais a oferta global de petróleo.

Atualmente, o Irã exporta cerca de 2,4 milhões de barris por dia. Analistas estimam que entre 400 mil e 1 milhão de barris por dia de petróleo iraniano podem ser comprometidos uma vez que as sanções americanas forem restauradas nos próximos seis meses.

Fonte: TN Petróleo

2-Petrobras cogita adiar entrega de propostas da licitação de quatro FPSOs
A Petrobras deverá adiar a data de entrega das propostas das licitações para afretamento de novos FPSOs para Mero, na Bacia de Santos, Marlim e Parque das Baleias, na Bacia de Campos. As três licitações estão com abertura das propostas marcada para o dia 20 de junho, mas a petroleira estuda estender o prazo por cerca de 30 dias.

A decisão sobre o adiamento deve ser tomada nas próximas duas semanas. A extensão é dada como certa, sobretudo depois que a SBM não apresentou proposta na licitação do FPSO de Búzios V.

Lançada em janeiro, a licitação de Marlim prevê o afretamento de dois FPSOs, um com capacidade para produzir 80 mil barris/dia (Marlim 1) e outro para 70 mil barris/dia (Marlim 2), que ficarão afretados por 25 anos. Projeto da rodada zero, não tem exigência de conteúdo nacional, o que permitirá que a obra seja toda executada no exterior.

O FPSO Marlim 1 terá que ser entregue no prazo de 974 dias. A segunda unidade terá que estar pronta para operação sequencialmente no prazo de 1.065 dias, ou seja, três meses depois da primeira. Os dois equipamentos entrarão em operação em 2021.

Já as licitações do FPSO do sistema integrado do Parque das Baleias e de Mero foram lançadas pela Petrobras em fevereiro. O FPSO da Bacia de Campos terá capacidade para produzir 100 mil barris/dia de óleo e comprimir 5 milhões de m3/dia de gás. A planta da unidade de Mero 2 será de 180 mil barris/dia de óleo, com capacidade para comprimir 12 milhões de m3/dia de gás.

O prazo de afretamento do FPSO do sistema integrado do Parque das Baleias será de 22 anos e meio, com entrada em operação programada para 2021. A capacidade de estocagem da unidade será de 1 milhão de barris de óleo.

Como na licitação de Búzios V, também em andamento, o FPSO de Mero 2 terá dois percentuais de conteúdo local. Um mais alto, seguindo a determinação da ANP estabelecida para a primeira unidade definitiva (FPSO Mero 1), com exigência em torno de 36% a 40%, e outra com exigência mais baixa, semelhante aos contratos das unidades afretadas para outros ativos do pré-sal. O contrato será de 22 anos e meio e a entrada em operação da unidade está prevista para 2022.

Fonte: Brasil Energia/ Por Claudia Siqueira

3- Teekay estima que Brasil demandará 20 novos navios-tanque até 2025
O Brasil demandará 20 novos navios-tanque até 2025, puxando a demanda mundial por petroleiros e gaseiros. A previsão é da Teekay Offshore, com base em dados da Rystad Energy.

A estimativa considera que a produção de petróleo e gás em campos que utilizam navios como meio de escoamento dos volumes extraídos crescerá 60% no país nesse período.

De acordo com dados da Marinha, havia 56 navios-tanque em águas brasileiras nesta sexta-feira (18/5), sendo 47 petroleiros e nove gaseiros.

Quase um quarto do total (13 navios) navega sob bandeira das Bahamas. Ilhas Marshal, Libéria, Grécia, Dinamarca, Noruega e Panamá estão entre outras origens mais frequentes dos navios operando no país.
A Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, é dona da maior frota no país, composta por 58 navios, incluindo aliviadores, petroleiros e gaseiros.

Mais da metade (34 navios) navega sob bandeira brasileira. Nesse grupo estão incluídas embarcações contratadas pelo Promef, como os Suezmax Abdias Nascimento e Milton Santos, e os gaseiros Darcy Ribeiro e Lúcio Costa.

Os navios classificados pela companhia como petroleiros têm a menor média de idade, de 3,3 anos, enquanto as embarcações para transporte de produtos claros são as mais velhas, com média de 29 anos.

No fim de abril, a Transpetro recebeu o Aframax Castro Alves, construído no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), que ainda constrói outros quatro navios do tipo para a empresa.

Já o Vard Promar, também localizado em Pernambuco, constrói o último da série de seis gaseiros encomendados pela Transpetro via Promef ao estaleiro, com previsão de entrega neste ano.

Fonte: Brasil Energia/ Por João Montenegro

4- Consumo de energia teve aumento de 3,9% em maio
Dados de medição coletados entre os dias 1º e 15 de maio indicam aumento de 3,9% no consumo e de 4,2% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período do ano passado. As informações são do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, que traz dados prévios de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

Nas duas primeiras semanas de maio, o consumo de energia alcançou 60.959 MW médios no Sistema Interligado Nacional – SIN, montante de energia 3,9% superior ao consumo no mesmo período de 2017. As temperaturas mais elevadas em 2018 são o principal fator para o aumento no consumo.

No Ambiente de Contratação Regulado – ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras (onde estão inseridos os consumidores residenciais, comerciais, industriais, rurais, serviços, iluminação pública e outros), o consumo cresceu 2,5%, índice que engloba as cargas oriundas da migração para o mercado livre (ACL). A demanda por energia seria 3,9% maior, caso esse movimento fosse desconsiderado.

O consumo no Ambiente de Contratação Livre – ACL, no qual as empresas compram energia diretamente dos fornecedores (com consumidores de atividade industrial/comercial/serviços), cresceu 7,4% em maio, índice que considera a migração de cargas na análise. O consumo seria 3,9% superior mesmo se o impacto da migração não fosse levado em conta.

Dentre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os setores químicos (+8,1%), metalurgia e produtos de metal (+6,6%) e de madeira, papel e celulose (+6,5%) aumentaram a demanda por energia, mesmo sem o impacto da migração na análise, enquanto os segmentos de saneamento (-2,5%), têxtil (-1,8%) e de serviços (-1,7%) apresentaram retração no consumo.

Já a geração de energia no Sistema foi de 64.007 MWmédios, índice 4,2% superior ao registrado no mesmo período de 2017. A produção das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs, registrou incremento de 8% e das usinas eólicas 27,3%. Houve queda de 16,3% na geração térmica no período.

O InfoMercado Semanal Dinâmico também apresenta estimativa da produção das usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE, em maio, equivalente a 86,6% de suas garantias físicas, ou 44.259 MWmédios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 80,7%.

Fonte: Redação/Assessoria CCEE

5- DE OLHO NO MERCADO DE ENERGIA LIMPA A REPSOL VAI MUDAR O FOCO DE SEUS NEGÓCIOS
A espanhola Repsol vai mudar o foco de seus negócios. Ela não quer mais crescer no setor de petróleo e gás, mas quer fazer uma ransição para o segmento de energia mais limpa. A empresa espanhola é a primeira entre seus pares a tomar uma medida do tipo. Isso mostra como as decisões estratégicas do setor começam a ser influenciadas pelos limites às emissões, pelos carros elétricos e pelas energias renováveis, o que tem gerado questionamentos a respeito da força da demanda de longo prazo. A Repsol divulgará um plano de negócio que será atualizado em junho, limitando a produção de petróleo e gás aos níveis atuais e garantindo que a empresa não mantenha mais de oito anos de reservas em seus registros. Esse tempo de reserva seria mais curto que o da maioria de seus pares.

A Repsol já anunciou que quer ser conhecida como uma empresa de energia e não como petroleira. Na assembleia anual de acionistas, na semana passada, o Presidente do Conselho, Antonio Brufau, dedicou parte significativa do discurso no evento para falar de mudanças climáticas. “Não tenham nenhuma dúvida de que estamos totalmente comprometidos com a luta contra as mudanças climáticas. As energias eólica e solar já são muito competitivas e no futuro os carros elétricos também farão parte dos negócios da Repsol”.

Mesmo que renuncie ao crescimento do negócio de hidrocarbonetos, a Repsol continuaria sendo uma grande produtora de petróleo e gás. A empresa bombeou em média 727.000 barris de equivalentes de petróleo por dia no primeiro trimestre, maior patamar desde 2012, e o gás responde por 63 % do total. A Repsol continua buscando novos campos para reabastecer as reservas, substituindo 93 % do que era produzido em 2017 e 124 por cento no ano anterior. A empresa busca entrar no mercado de energias renováveis. Outras grandes empresas de petróleo europeias estão adotando medidas similares. A Shell está construindo estações de abastecimento para veículos a hidrogênio e elétricos e adquiriu um fornecedora de eletricidade. A norueguesa Statoil retirou o combustível fóssil do nome, passando a se chamar Equinor, e está desenvolvendo parques eólicos flutuantes além de campos de petróleo e gás.

Fonte: PetroNoticias

II – INFORMAÇÕES E COMENTÁRIOS
1-Planejamento de Novos Eventos

29 de maio – Workshop SOBENA sobre Desmonte de Navios
05 de junho – Subsea Forum 2018
06 de junho – Seminário SOBENA sobre Manutenção de Navios Militares
11 de Junho – 80th EAGE Conference & Exhibition 2018
12 de Junho – GPS – Global Petroleum Show 2018
25 de Junho – World Gas Conference – WGC 2018
12 de julho – Macaé Descomissionamento
17 de Julho- Argentina Shale Gas & Oil Summit
29 de agosto – Workshop SOBENA sobre Descomissionamento de Plataformas

2- Bid de logística para Libra tem alemã e suíça entre convidadas
A Petrobras adiou para o próximo dia 30 o prazo de entrega de propostas da licitação para contratar serviços integrados de logística para Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. Esse é o segundo adiamento do bid, cujo prazo anterior terminava na segunda-feira (14/5).

Em circular enviada aos concorrentes, a petroleira informou que precisava de mais tempo para responder a todas as questões formuladas pelas empresas a respeito da licitação, cujos moldes são diferentes em relação a processos anteriores, com a possibilidade de integrar serviços terrestres, marítimos e aéreos.

Parte das dúvidas se refere à formação de consórcios abrangendo todo o escopo de serviços. Uma delas é se a Petrobras exige que todas as empresas de cada consórcio – não apenas as que receberam o convite – estejam inscritas no CRC, o que restringiria o número de participantes.

Como são basicamente quatro empresas de aviação que atuam no mercado offshore brasileiro (Aeróleo, CHC do Brasil, Líder Aviação, Omni do Brasil), essa seria a quantidade máxima de consórcios integrando apoio aéreo formados. A Brasil Energia Petróleo apurou, contudo, que a Líder aviação deve entrar na licitação sozinha.
Após a publicação da notícia, a Líder mandou uma nota de esclarecimento informando que “desconhece o conteúdo da mencionada apuração. A empresa destaca que não comenta sobre qualquer processo de licitação antes e depois de ser oficialmente publicado”, complementa a nota.

O cenário, entretanto, ainda pode mudar. “Essa formação de consórcios está muito dinâmica. É uma coisa muito nova e complexa”, observou uma fonte do setor.

Além das companhias aéreas, a Petrobras convidou empresas de navegação, operadores aeroportuários e multimodais. Nesse último grupo estão incluídas a suíça Panalpina e a alemã Kuehne & Nagel. Ambas já têm um histórico de contratos como agenciadoras de carga com a estatal, mas não como gestores de cadeia de suprimento.
Entre os operadores portuários que devem participar do processo estão a Brasco, Edison Chouest e Triunfo Logística, que já prestam serviços para a Petrobras, e a Nitshore, que atende à PetroRio a partir de Niterói (RJ). CPVV, Libra e Multiterminais não foram convidadas.

De origem norte-americana, o grupo Edison Chouest teria, em princípio, uma posição favorável na disputa, já que opera embarcações de apoio marítimo pela Bram Offshore e uma base de apoio logístico por meio da Brasil-Port, no Porto do Açu (RJ).

Com passagens pela SHV Energy e Halliburton, o especialista de estratégia logística, Maurício Pacheco, assinala que, ao se consorciarem, os prestadores de serviço proporcionarão redução de custos à cadeia.

“A delegação e a centralização de gestão é um caminho irreversível. É assim em vários sites pelo mundo. Resta saber quais os players que saberão interpretar esta oportunidade de construção de parcerias como possibilidade de real ganho de escala e reorganização logística verticalizada”, argumenta.

PB-Log
A Petrobras ainda não esclareceu se sua subsidiária Petrobras Logística de Exploração (PB-Log) participará da licitação.

A possibilidade tem preocupado o mercado, na medida em que seria inviável competir com as embarcações e infraestrutura portuária da empresa.

Procurada, a estatal declarou que não se pronuncia sobre a relação de participantes de seus processos de contratação, mas ressaltou que a licitação é considerada “bastante competitiva, visando alcançar resultados economicamente interessantes para o consórcio [de Libra]”.

Edital em detalhes
O escopo da licitação prevê a prestação de serviços de logística aérea de pessoal e contingencial, operações aeroportuárias, de apoio marítimo de cargas, logístico terrestre/ rodoviário de cargas, armazenagem e de apoio à integração dos serviços, programação, otimização e benchmarking.

Três modelos de contratação estão previstos. O primeiro, aéreo, está dividido em dois subtipos, um dos quais consistindo no afretamento de aeronaves conforme demanda de helicópteros calculada pela Petrobras, e outro conforme demanda de passageiros estimada pela estatal.

O segundo modelo visa suprir a demanda de transporte e armazenagem de cargas por via terrestre e marítima, operações portuárias e a gestão de toda esta cadeia, enquanto o terceiro agrega toda a demanda descrita para os casos anteriores

As empresas podem optar por apresentar propostas apenas para o tipo que seja do seu interesse e escopo de atuação, não havendo restrições para que um mesmo grupo possa apresentar propostas para todos os tipos.

O conteúdo local mínimo exigido é de 50% nos apoios aéreo e marítimo e de 80% no apoio terrestre. As bases de decolagem devem serão em Cabo Frio e Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

Para a base de Jacarepaguá, a Petrobras exige um helicóptero de grande porte, três de médio porte e uma ambulância. Já em Cabo Frio são demandadas uma aeronave de grande porte, duas de médio porte e uma para serviços médicos. Os contratos variam entre um e cinco anos.

O prazo de mobilização é de 180 dias a partir do resultado da contratação.

Fonte: Brasil Energia/ Por João Montenegro

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