OIL & GAS & NAVAL & ENERGY NEWS – Nº 380

I – NOTICIAS
1-Pedro Parente se demite da Presidência da Petrobras. O que foi sua gestão?
O Sr. Pedro Parente, pediu demissão do cargo de Presidente da PETROBRAS. O seu pedido era aguardado mesmo antes da greve dos caminhoneiros, que gerou atrito entre o executivo, a sociedade e o governo. As ações da empresa registraram, por consequência, uma queda de 20% após o anúncio.

No dia anterior, ele divulgou um vídeo interno, para os empregados, no qual defendia a política de reajustes diários e defendeu sua gestão e diretoria.

O que foi sua gestão
No dia 2 de junho de 2016, Pedro Parente disse em seu discurso de posse que um dos pilares de sua administração seria a responsabilidade econômica e financeira.

Ele deixa a companhia com lucro líquido R$ 6,961 bilhões e relação dívida líquida/Ebitda de 3,52 – números referentes ao primeiro trimestre deste ano, vale dizer que parte deste lucro foi venda de ativos e não lucro operacional.

Outro ponto mencionado por Pedro Parente foi a importância de dar continuidade ao plano de desinvestimentos da Petrobras, cuja meta seria a de alcançar US$ 21 bilhões até o final de 2018. Em sua gestão foram concluídas as seguintes negociações: venda da Brookfield, por US$ 5,2 bilhões, da Petrobras Argentina (US$ 897 milhões), da Petrobras Chile (US$ 464 milhões), da Guarani (US$ 202,75 milhões), da Refinaria Japonesa Nansei Sekiyu (US$ 165 milhões), da Petroquímica Suape e da Citepe (US$ 435 milhões), do Bloco BM-S-8 (US$ 2,5 bilhões) e dos Campos de Lapa (US$ 1,95 bilhão) e Azulão (US$ 56,5 milhões).

Ainda no discurso de posse, afirmou que o desenvolvimento do pré-sal seria uma de suas prioridades, o que, de fato aconteceu. Nesse período o crescimento dos volumes totais extraídos pela Petrobras subiu de 2,616 milhões boed para 2,680 milhões de boed (+2,4%), com quatro novos sistemas de produção entrando em operação: Cidade de Saquarema, no campo de Lula, Cidade de Caraguatatuba (Lapa), P-66 (Lula) e P-74 (Búzios). Além disso, foi iniciado o Teste de Longa Duração de Libra, no final de 2017.

Dos 17 novos Blocos Exploratórios adquiridos nas rodadas de licitação ANP em 2017, a Petrobras registrou três declarações de comercialidade: Canário da Terra, Canário do Sul e Mero.

Na sua gestão, a PETROBRAS anunciou alianças estratégicas com grandes petroleiras internacionais, como a Statoil, Total, ExxonMobil, e BP, com objetivo de desenvolvimento da produção e infraestrutura de petróleo e gás e intercâmbio tecnológico. Creio que estas parcerias merecem ser revistas.

Durante sua gestão, implementou programas de governança e conformidade e apertou as exigências de integridade junto a seus fornecedores, e aplicou forte pressão interna junto aos empregados. Entre 2016 e 2017, a companhia recuperou mais de R$ 1 bilhão desviados por esquemas de corrupção, e fechou um acordo no valor de US$ 2,95 bilhões para encerrar uma ação movida por investidores na Corte Federal de Nova York/EEUU.

A sua política junto aos aposentados não mereceu a mesma tratativa junto aos credores americanos, permitindo que 50% do déficit da PETROS oriunda da má gestão por anos ali praticada por pessoas indicadas pela Direção da PETROBRAS, fosse debitada aos aposentados e empregados da ativa, como se este contingente fosse responsável pelas decisões de investimentos do Fundo de Pensão.

Outro erro de sua gestão foi o de repasses diários e não mensais ou quinzenais, ao preço dos combustíveis, das variações do dólar e do preço do petróleo, porém, sem considerar que a produção nacional de petróleo é expressiva, com custos e remunerações da ordem de U$ 35/40,00/barril., em um cenário de preço de petróleo ascendente. A estratégia a ser adotada seria de repasses a preços internos bem menores do que foram praticados, sem prejuízo ás finanças da empresa, e sem criar impactos que não poderiam ser sustentados pela sociedade brasileira.

Fonte: O Editor/ Eng. Ronald Carreteiro

2- Petroleiras ampliam participação em fontes alternativas
As grandes petroleiras internacionais vêm ampliando a participação de fontes alternativas de energia em sua carteira. Desde o início de 2017, majors como a BP Energy, Statoil e Total anunciaram novas aquisições de empresas com atuação nos negócios de energia solar, eólica e etanol.

A Petrobras, embora tenha iniciativas voltadas para uma economia de baixo carbono, vem se desfazendo de ativos na área de energias renováveis. No mesmo período em que as majors anunciaram as novas aquisições, a estatal brasileira vendeu sua participação no grupo produtor de açúcar e álcool São Martinho e na produtora de biodiesel BSBios, como parte de sua estratégia de se concentrar na exploração e produção de óleo e gás.

A Statoil tem estratégia explícita nessa direção. No fim de maio, seus acionistas aprovaram a mudança de nome da companhia para Equinor − Equi, de igual, e Nor de Noruega. A mudança segue uma orientação rumo à transição da companhia para se firmar como uma empresa global de energia, com atuação em óleo, gás natural e fontes renováveis.
Na prática, a Equinor vem fazendo movimentos neste sentido. Em março deste ano, a petroleira adquiriu 50% em dois projetos eólicos offshore na Polônia. O anúncio veio pouco depois de a escandinava inaugurar empreendimentos eólicos no Reino Unido e concluir a compra de 40% da usina solar Apodi, no Nordeste brasileiro.

Em setembro de 2017, a Total anunciou a aquisição da EREN Renewable Energy com foco em geração solar e eólica. Nesse mesmo ano entrou em operação a usina solar de Nanao, no Japão, na qual a francesa detém participação de 25%.
Já a BP Energy formou, em novembro do ano passado, uma joint venture com a Copersucar para operar um terminal de armazenamento de etanol em Paulínia, no estado de São Paulo. A britânica possui participação integral em três usinas no país, sendo duas em Goiás e uma em Minas Gerais.

Entre outras iniciativas promovidas por essas petroleiras estão a formação de parcerias com empresas para desenvolver soluções de eficiência energética e novas tecnologias de transporte, como caminhões movidos a gás natural e carros elétricos, além de tecnologias de captura e armazenamento de CO2.
Boa parte dos pares estrangeiros da Petrobras, incluindo a ExxonMobil e a Shell, anunciaram metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no último ano.

Recentemente, a BP informou que planeja manter os níveis de emissões de poluentes, de 2015 até 2025, sem ultrapassar os 3,5 milhões de t de CO2 produzidos há três anos.

Com participação no setor de etanol brasileiro pela Raízen (joint venture com a Cosan), a Shell publicou em abril um relatório detalhando sua estratégia para viabilizar a chamada “transição para uma economia de baixo carbono”.
A petroleira anglo-holandesa estima que aproximadamente 80% de suas reservas provadas de óleo e gás serão produzidas até 2030, e apenas 20% depois disso, diante da crescente eletrificação do sistema mundial de energia.
“Estamos ajustando nossos negócios para atender às novas demandas”, ressaltou a companhia em comunicado, destacando investimentos em energia eólica na Holanda e no abastecimento de carros elétricos no Reino Unido.
Já a ExxonMobil ampliou, em setembro do ano passado, seu programa de redução de emissões de metano por meio da subsidiária XTO Energy nas atividades de produção e midstream.

Petrobras
Ao incorporar, pela primeira vez, a questão da transição para uma economia de baixo carbono como tema estratégico em seu plano de negócios (2018-22), a Petrobras deu um sinal de que começa a tratar o assunto com mais atenção.
Em março, durante o Fórum Econômico Mundial, na Suíça, a companhia se tornou membro oficial da Oil and Gas Climate Initiative (OGCI), juntando-se à BP, CNPC, Eni, Pemex, Repsol, Saudi Aramco, Statoil e Total.

Com investimentos de US$ 1 bilhão nos próximos dez anos, a iniciativa visa dar uma resposta às mudanças climáticas em quatro grandes áreas: captura, uso e armazenamento geológico de CO2 (CCUS); gás natural; eficiência energética; e redução das emissões do setor de transporte.

“A Petrobras reconheceu profundas transformações em curso nos mercados de energia. Sua nova estratégia tem como objetivo permitir evoluir com a sociedade e atender a seus requisitos mais ambiciosos em relação à mudança do clima”, explicou a companhia à Brasil Energia Petróleo.

Hoje, as principais iniciativas da Petrobras para mitigar emissões de GEE estão relacionadas ao melhor aproveitamento de gás (redução de queima em tocha) e à melhoria da eficiência de termelétricas.

A estatal afirma ter evitado a emissão de mais de 100 milhões de t de CO2 na atmosfera desde 2009. Desse volume total, aproximadamente 7 milhões de t foram reinjetadas nos campos de pré-sal na Bacia de Santos.

A companhia espera ampliar ainda mais esses índices à medida que colocar novos projetos em prática, como o desenvolvimento da tecnologia de oxycombustão integrada ao craqueamento catalítico em leito fluidizado (FCC). O trabalho tem potencial para reduzir as emissões de CO2 em até 30% dentro de uma refinaria.

P&D
Em 2017, a Petrobras investiu R$ 52,4 milhões em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em energias renováveis. Entre eles está uma planta piloto de geração eólica offshore, no Nordeste brasileiro, com turbina em escala industrial.

Em outra frente, a estatal apoia a Rede Temática de Sequestro de Carbono e Mudanças Climáticas, que engloba cerca de 50 projetos de P&D e infraestrutura contratados, 15 instituições nacionais, totalizando investimento da ordem de R$ 50 milhões.

No exterior, a companhia faz parte da IPIECA, uma associação da indústria global de óleo e gás para assuntos ambientais e sociais, e de grupos como o CO2 Capture Project (CCP) e o Carbon Sequestration Leadership Forum (CSLF).

Geração
A Petrobras possui participação em cinco usinas eólicas, incluindo a planta piloto de Macau, que está parada. As demais, localizadas em Mangue Seco (RN), geraram 19 MW médios em 2017, considerando-se a participação da estatal.
No mesmo período, foram gerados 1,9 MW médio em suas participações em duas pequenas centrais hidrelétricas, 0,9 MW médio a partir da biomassa e 0,2 MW médio na usina solar fotovoltaica Alto dos Rodrigues (RN).
Já as usinas termelétricas da companhia geraram, no ano passado, 3.165 MW médios, sendo 2.982 MW médios a partir de gás natural e 183 MWm de óleo combustível.

Fonte; Brasil Energia/ João Montenegro

3-A Retomada da marinha Mercante será Foco da MARINTEC 2018ARedação Portal Marítimo
Os preparativos já começaram para o principal evento da América do Sul dedicado aos setores da construção naval, manutenção e operações, a Marintec South America, que chega à sua 15ª edição, em 2018, com o objetivo de propor o debate de soluções e definir diretrizes para reaquecer a atividade da indústria naval e offshore no Brasil e no continente sulamericano. O evento acontece de 14 a 16 de agosto, das 13 às 20 horas, no Centro de Convenções Sul América, Rio de Janeiro (RJ).

A indústria naval brasileira prevê retomar o fôlego a partir da publicação de uma medida provisória pelo governo federal, o que deve acontecer até junho deste ano, que permitirá a destinação de recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM) para que a Marinha do Brasil encomende embarcações a estaleiros do país. De acordo com o Sinaval (SIndicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore), há uma expectativa para a contratação de quatro corvetas e 20 navios patrulha. O FMM, do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, já financiou R$ 9,39 bilhões, de 2010 até hoje, para a construção de 27 embarcações de cabotagem. Atualmente, tem recursos investidos em seis embarcações dessa modalidade que estão em construção.

Outra sinalização positiva veio da Petrobras, em entrevista recente ao jornal O Globo, o diretor de desenvolvimento da produção e tecnologia da Petrobras, Hugo Repsold, apontou que a empresa considera contratar estaleiros nacionais para ter plataformas próprias. “Não estávamos tendo unidades próprias por uma questão financeira. Nossa meta é desalavancar (reduzir a dívida) a companhia, ter um bom fluxo de caixa ano que vem e então vamos voltar a fazer unidades próprias”, disse Repsold.

Para fomentar a discussão e a interação entre toda a cadeia da indústria naval, a Marintec definiu uma programação para o ciclo de palestras que acontece durante o evento que abrange o cenário atual do setor de Oil & Gas; agronegócios, portos e terminais, políticas públicas, a situação dos estaleiros brasileiros, conteúdo local, gestão ambiental e o Novo Repetro, entre outros. Além de abordar o mercado e a sua dinâmica, a programação também tem uma vertente técnica, com seminários profissionalizantes e treinamentos exclusivos – todos com certificado – para capacitar e atualizar profissionais do setor.

Exposição — Talvez uma das mais antigas feiras de negócios do setor naval, a Marintec é reconhecida por reunir um exclusivo grupo de empresas nacionais e internacionais e por oferecer um ambiente exclusivamente organizado para o networking entre armadores, estaleiros, fabricantes e fornecedores com a finalidade de gerar novas prospecções e negócios.

Este ano, o evento conta com mais de 80 marcas, de 10 países, representantes dos segmentos de sistemas mecânicos e auxiliares; construção naval, retrofit e manutenção; propulsão e sistema de manobra e curso; eletrônicos, comunicação e equipamentos especiais; plataforma e segurança; serviços marítimos; sistema de movimentação de carga e tecnologia offshore e marítima.

“A feira e todos os debates que o evento promove funcionam como uma plataforma de negócios para alavancar inovações e conectar a comunidade marítima do continente. O mercado vem se reestruturando em torno de uma diversificação do escopo de serviços oferecidos, o que mostra uma enorme capacidade de resiliência de todas as empresas”, diz o diretor do portfólio de Infraestrutura da UBM Brazil, Renan Joel.

Man.U.Tec
Em paralelo à Marintec acontece a Man.U.Tec, feira de Manutenção e Utilidades Industriais, lançada em agosto do ano passado. O evento repercutiu positivamente entre os expositores da Marintec e o mercado em geral, que perceberam uma oportunidade mais ampla de geração de negócios durante o encontro.

Idealizada para atender a demanda das empresas por produtividade e eficiência, a Man.U.Tec abre espaço junto a Marintec para a cadeia de fornecedores de peças, suprimentos, tecnologia e soluções industriais capazes de dar suporte a todos os tipos de produção, oferecendo o que há de mais moderno para a gestão de água, resíduos, energia, além dos todas as vertentes da manutenção em plantas industriais.

Sobre a Marintec South America – www.marintecsa.com.br
A Marintec South America é a principal plataforma de negócios para alavancar inovações e conectar-se com a comunidade marítima da América do Sul. Ponto de encontro desta indústria, reúne armadores, estaleiros, fabricantes e fornecedores, nacionais e internacionais, em prol do aumento da produtividade, da qualificação profissional, do fomento de novas tecnologias, de investimentos e da demanda e oferta para toda a cadeia. Em sua última edição, reuniu mais de 100 expositores de 7 países e com a circulação de 5.500 mil profissionais. A 15ª edição em 2018, acontece de 14 a 16 de agosto, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro (RJ).

Sobre a UBM Brazil – www.ubmbrazil.com.br
A UBM é a maior empresa organizadora de eventos B2B no mundo. Seu profundo conhecimento e paixão pelos setores da indústria que atende lhe permite criar experiências valiosas onde as pessoas atingem seu sucesso. Em seus eventos, as pessoas criam relacionamentos, fecham acordos e crescem seus negócios. Seus mais de 3.750 funcionários, com sede em mais de 20 países, atendem mais de 50 diferentes setores da indústria. No Brasil, atua nos segmentos da saúde, logística, energia, ingredientes alimentícios, construção civil, construção naval e metroferroviária. Essa rede de relacionamento global, especializada, pessoas apaixonadas e líderes de eventos oferecem oportunidades únicas para que os empresários alcancem suas ambições.

Fonte: Redação Portal Maritimo

4-Aeroporto de Maricá reabre suas portas para receber operações offshore

Completamente reformulado, com novos espaços e instrumentos, o Aeroporto Municipal de Maricá foi reaberto no início da tarde de sexta-feira (25/05), em Araçatiba. O espaço, que servirá como base para operações offshore no Leste Fluminense, conta com uma pista útil de 1.200 metros, administrada pela Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), vinculada à Prefeitura.

Orgulhoso da iniciativa, o prefeito Fabiano Horta agradeceu o esforço comum e o entendimento da importância da atividade econômica para desenvolver a região. “Este aeroporto simboliza uma das dimensões do trabalho que temos realizado em conjunto, ajudando o desenvolvimento de Maricá e região. Isto não é fruto do vácuo e nem de uma atitude solta, é fruto de um ato de coragem e determinação do ex-prefeito Washington Quaquá, que no passado reempoderou e reestatizou um aeroporto que nunca havia sido privatizado. A retomada deste aeroporto foi fundamental para que nós pudéssemos, a partir do trabalho desenvolvido pela Codemar, e pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, entregar um novo aparelho, com uma nova natureza, que tem uma nova dinâmica a se estabelecer”, ressaltou.

Com capacidade para receber 500 passageiros por dia e preparado de acordo com as normas reguladoras para a operação offshore, o novo Terminal de Passageiros (TPS) conta com sala vip, sala de revista, duas salas de briefing, posto médico, áreas separadas para embarque, e desembarque, check-in, e espaço para um café.

“O que tivemos hoje não foi apenas uma entrega, foi o início da possibilidade de geração de renda e oportunidades de emprego para o desenvolvimento do município”, disse o presidente da Codemar, José Orlando Dias.

De acordo com o presidente da Codemar, a entrega das obras do aeroporto foi dividida em três etapas. “Estamos entregando o terminal de passageiros, a pista, as taxiway e o pátio revitalizados, preparados para receber as operações offshore. Revitalizamos o hangar central e fizemos toda a parte de regulação e regularização tanto do aeroporto, quanto da própria Codemar, para poder operar no espaço”.

A segunda fase já está em andamento, e consiste na obra para a construção de dois novos hangares, ampliação do pátio, balizamento noturno, Serviços de Telecomunicações e de Tráfego Aéreo (EPTA) e Serviço de Prevenção, Salvamento e Combate a Incêndio em Aeródromos Civis (SESCINC). Estas entregas estão previstas para setembro.

A terceira fase prevê uma ampliação do aeroporto para uma operação maior, de carga. “A ideia é fazer uma duplicação de pista, com um potencial maior, para comportar aeronaves e terminais de carga”, antecipou.

Para o prefeito, Maricá se empodera muito a partir desta inauguração e quer continuar sendo inventiva e ousada no sentido do transporte coletivo gratuito e da moeda social que fomenta o comércio local. “Esta cidade tem que servir ao interesse da coletividade, quero que os voos das aeronaves executivas que vão subir e descer a partir de agora em Maricá, sejam os financiadores dos ônibus Vermelhinhos que levam o povo gratuitamente de um lado para o outro, este papel distributivo é o que queremos cumprir”, afirmou.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Alan Novais, destacou que a localização do aeroporto é estratégica por conta do Comperj e do futuro Porto de Jaconé, empreendimentos que servirão de âncora para catalisar novos investimentos, atrair empresas da cadeia de petróleo e gás e construção civil, além de criar um círculo virtuoso para o comércio varejista, setor hoteleiro e turismo. “As políticas de desenvolvimento que estamos realizando são pensadas na perspectiva de atrair oportunidades para a população e para o comércio local, fazendo essa conexão entre o aeroporto e outros foros logísticos, como Porto de Jaconé, Parque Industrial e Parque Tecnológico”, ressaltou.

O município e a Codemar investiram cerca de R$ 10 milhões na primeira etapa da revitalização do aeroporto, que já está cadastrado na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e no Departamento de Controle do Espaço Aérea (DECEA).

A reabertura do Aeroporto de Maricá também contou com a participação do vice-prefeito, Marcos Ribeiro; do secretário de Desenvolvimento Econômico de Maricá, Alan Novais; da primeira dama de Maricá, Rosana Horta; da deputada estadual Rosangela Zeidan; dos deputados federais Jandira Feghali, Altineu Cortes e Chico D’Angelo; do presidente da Câmara Municipal, Aldair de Linda; do representante da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Francisco Nelson Castro Neves; do presidente da Representação Regional Firjan Leste Fluminense, Luiz Césio Caetano; do prefeito de Itaboraí, Sadinoel Souza; e da subsecretária de Educação de Maricá, Marcelle Ribeiro.

Fonte: Guia OIL & GAS e ASCOM/MARICÁ

II – INFORMAÇÕES E COMENTÁRIOS
1- José Firmo, do IBP: desejo de trabalhar institucionalmente
O ex-presidente da ABESPETRO e, desde abril, presidente do IBP, José Firmo, traz da sua experiência anterior o desejo de continuar trabalhando institucionalmente, pelo desenvolvimento de toda a indústria. Depois de − nas palavras dele − o setor como um todo ter conseguido retirar o “entulho regulatório” e avançar com as rodadas de licitação, o próximo passo é assegurar mais previsibilidade para que se consiga evitar os picos e vales, tão prejudiciais ao negócio de toda a cadeia do petróleo. Firmo espera fazer isso trazendo a maior quantidade de informações para que exista um melhor entendimento sobre como o setor petróleo contribui para o desenvolvimento socioeconômico brasileiro. Nas próximas páginas dessa entrevista à Brasil Energia Petróleo, Firmo já inicia essa tarefa.

O que representa você ser o primeiro presidente do IBP vindo da indústria de serviços?
O IBP sempre teve diretores de área de serviços, tanto quanto de outras áreas, como a de downstream. Quando o [Jorge] Camargo [ex-presidente do IBP] me convidou, ele disse que seria importante ter alguém sem a visão tradicional do E&P. O setor petróleo vive um momento de abertura e o Conselho considerou oportuna a vinda de alguém que tivesse afinidade com a área de E&P, independente de onde ela viesse. O único viés era o da atividade. Quanto mais, melhor.

E o que você traz da área de Serviços para sua gestão no IBP?
O mais importante que se traz é o desejo de trabalhar institucionalmente. Você eleva a sua forma de pensar acima da geração de valor para aquele que contratou você. O mais fascinante desse trabalho é quando você consegue ver um avanço que traz benefício para a indústria. E essa experiência vem da minha atuação na Abespetro.

Em meio ao cenário atual, quais são as principais demandas para a indústria?
Precisamos continuar avançando e manter a sustentabilidade dos efeitos do fator positivo que a gente conseguiu gerar até agora. Manter o compromisso de agenda de rodadas. Manter as discussões de como evoluir na competitividade dessa cadeia. Avançar com os projetos de abertura do downstream. Avançar com o Gás para Crescer e com todo o potencial que ele tem para criar um mercado de gás no Brasil e os benefícios extraordinários que ele traz.

Qual o principal desafio para avançar em todos esses temas?
Um de nossos maiores desafios são os picos e os vales. Há um pico de atividades muito grande e você faz um grande esforço para gerar todos os recursos humanos e materiais para atender àquela demanda. E aí você tem um vale, com uma perda imensa de recursos, tanto materiais, quanto humanos. O ideal é que não tivéssemos tantos picos e vales.

Como você avalia a competitividade do Brasil no setor de óleo e gás com as mudanças feitas?
O melhor avaliador do nível de competitividade é o sucesso das rodadas. Conseguimos atrair a pluralidade necessária para que tenhamos uma indústria pujante. Estamos reconstruindo essa nova abertura.

Como a indústria está se preparando para uma mudança de governo no fim do ano?
Nós como indústria precisamos elevar o conhecimento sobre a nossa relevância no país. Precisamos fazer um trabalho para qualquer tipo de diferença econômica ou ideológica para o Brasil que vai ser liderado nos próximos anos. Vimos isso [ser feito] em outros setores da economia.

Isso prevê um contato mais intenso com os presidenciáveis?
Sem dúvida nenhuma. Há um plano de engajamento sendo aprovado neste momento que prevê isso.

Mas ainda assim você não considera que há um risco grande de ruptura?
Esses são assuntos que precisam ser tratados com seu nível de relevância correta. Não adianta imaginar o que o candidato vai fazer quando eleito. O que a gente pode fazer agora é trazer a máxima quantidade de informação para que exista o melhor entendimento possível sobre como essa indústria contribui para o desenvolvimento socioeconômico brasileiro.

Como o IBP vai trabalhar a questão do conteúdo local a partir de agora?
Estou fascinado por entender o que é possível fazer no Brasil para assegurar que as necessidades do desenvolvimento da produção da próxima década estejam maximizando o uso da nossa capacidade vocacional. Isso inclui a discussão da aplicação da indústria 4.0 no Brasil, mais do que qualquer discussão sobre requerimento percentual. E se a gente conseguir assegurar que o 1% da cláusula do PD&I seja alocado para fazer essa qualificação, teremos um sucesso extraordinário. Esperamos poder articular junto com a cadeia fornecedora um programa de maximização do conteúdo, como agrega toda a transformação industrial da indústria 4.0.

Como você vê o papel das petroleiras no Renovabio?
O IBP e a indústria têm a responsabilidade de se alinhar com o desejo da sociedade de uma indústria de baixo carbono. Uma das coisas que queremos muito fazer no IBP é ampliar a discussão para ver qual é a decisão da nação brasileira em relação a essa matriz. Em vez de falar em biocombustíveis e renováveis, separadamente, estamos falando disso no contexto. Tem que estar claro para a sociedade brasileira qual é o impacto econômico de tudo o que fizermos em relação a isso. Avançamos muito no gás, por exemplo. Em 1996, o gás respondia por 3% da matriz, em 2006, por 10% e agora em 2016, 12%. Isso é um avanço extraordinário.

E como destravar o licenciamento ambiental?
Nossa indústria é como um sistema de engrenagens e o licenciamento é uma delas. Acreditamos que o licenciamento tem que ser absolutamente qualificado, de altíssimo nível e assegurar que as compensações e as mitigações de risco sejam claras e transparentes para a sociedade, os agentes ambientais e as empresas. As empresas já se deram conta de que a única forma sustentável de fazer um negócio é fazer um negócio sem impacto ambiental.

Qualificação de ambas as partes?
Sim. Podemos avançar muito na objetividade do licenciamento. Assegurar que existe um conhecimento anterior do requerimento e, dessa forma, uma avaliação criteriosa sobre se as exigências foram atendidas.

Isso mais para o lado do Ibama, então?
Podemos melhorar muito dos dois lados. Podemos desenvolver um núcleo de discussão para melhorar a qualidade do licenciamento do lado das operadoras e ao mesmo tempo trabalhar em conjunto com o Ibama na direção de entender como a gente qualifica o licenciamento.

Você é otimista em relação à Foz do Amazonas?
Não consigo descrever se sou otimista ou não.

Mas qual seria, na sua avaliação, o impacto do veto à atividade na Foz?
A indústria olha para o início das atividades da Foz como uma oportunidade de abertura de um novo polo de desenvolvimento. Mas temos de assegurar que tenhamos um acordo com a sociedade brasileira de que seremos capazes de desenvolver as atividades de forma sustentável.

O IBP pretende auxiliar o desenvolvimento dos campos maduros?
O onshore e os campos maduros brasileiros apresentam uma extraordinária oportunidade de reativação da indústria de óleo e gás brasileira porque são campos com infraestrutura já instalada, com capacidade de aumento de recuperação de óleo conhecida, e existem empresas no mundo inteiro e no Brasil especializadas em maximizar o valor que esses campos têm. Temos muita esperança de que a Petrobras consiga fazer o processo de repassar esses campos para uma multiplicidade de companhias, como se passa no mundo inteiro. Um dos nossos objetivos é dar suporte para que isso ocorra.

Como será esse suporte efetivamente?
O IBP pode ajudar com relação ao repasse da licença, pendências ambientais e a parte comercial, por exemplo. Há uma gama de mudanças regulatórias e de tributos que a gente precisa ajudar a trabalhar para evoluir para que isso aconteça.

Mas na área de exploração o onshore não tem atraído muito interesse.

O modelo que existe no exterior precisa ocorrer no Brasil. Lá fora, o onshore atrai as empresas, que compram os campos em produção e com isso desenvolvem seus grupos de geofísica e geologia e naturalmente vão para fora de seus blocos fazer exploração.

Como você vê o ingresso de empresas de serviços nos ativos no Brasil?
Essa é outra evolução natural que tem se verificado ao redor do mundo. Isso deve suceder aqui, mas a abertura tem que vir primeiro. É preciso haver mais players que queiram fazer esse tipo de teste, para que outros sigam o mesmo caminho. O desafio do deep offshore brasileiro é baixar seus custos e uma das metodologias para fazer isso vai ser esse alinhamento estratégico de objetivos.

E como o IBP vê as estimativas de alta do preço do petróleo?
A indústria percebe claramente que o preço do petróleo hoje é menos relevante do que o conceito de haver um offshore e um deep offshore competitivos. Não se sabe exatamente como é que esse mercado [águas profundas e ultraprofundas] vai se regular com o onshore americano. Chegamos a US$ 70/barril agora e vai haver uma explosão de atividade no onshore americano, com aumento de demanda que vai regular o preço outra vez.

Eficiência é a palavra-chave, então?
Se você quer ter um projeto e uma empresa com sustentabilidade econômica precisa trabalhar na eficiência, e não ficar esperando que o petróleo chegue a US$ 100/barril para o projeto fazer dinheiro. Nisso o Brasil saiu na frente. O pré-sal brasileiro é mais competitivo do que qualquer outro deep offshore no mundo. E ainda há muito a ser feito. Ainda não transformamos o deep offshore com o mesmo impacto que o shale fez.

O que ainda pode ser feito?
Nível de customização, de padronização, de quanto de desenho técnico pode ser alterado nos projetos de forma a garantir a segurança e ainda assim com custos acessíveis, compartilhamento logístico. Quem vai ser o Uber da logística offshore? Quem vai encontrar uma solução para reduzir drasticamente os custos no Brasil para que a gente continue competitivo?
Como o IBP vê as discussões do peak demand?
Existem modelagens que dizem [que o peak demande vai chegar] em 2025, 2030, 2045… O que para mim é fato é que a eficiência é a única chance de sustentabilidade da nossa indústria. O modo como o onshore opera é extraordinário. Não existe recurso alocado independente para nenhum projeto, todos os recursos são distribuídos quase de forma dinâmica. É tudo compartilhado, porque se quer extrair aquele último dólar de eficiência. É quase um projeto de supply chain e não um projeto de E&P.

Padronização é fundamental?
Padronização é o caminho. Ainda temos um nível de customização extraordinariamente alto, previsibilidade baixíssima, compartilhamento quase nulo. Imagine se toda a cadeia hoje tivesse ideia exatamente do que se vai necessitar daqui a cinco anos? No fundo do poço em que estamos, todo o mundo poderia assumir risco, produzir para manter suas fábricas e suas linhas ocupadas.

O IBP tem planos de reforçar sua área de Downstream, diante da recente decisão da Petrobras de abrir o refino à parceria?
O presidente anterior anteviu isso e criou a Secretaria de Downstream. Hoje estamos com uma equipe muito boa, trabalhando justamente na formulação das perguntas e sugestões nesse período de transição e em como ser um agente bastante ativo nesse processo de abertura.

Qual o principal desafio do IBP para 2018?
É um ano onde nós talvez não tenhamos capacidade de fazer uma enormidade de coisas, mas temos uma responsabilidade extraordinária de falar muito, de se comunicar efetivamente muito bem. Nosso maior desafio para este ano é afetar materialmente o entendimento que os stakeholders têm da nossa relevância como indústria para o Brasil. Dentro do desafio de comunicar, temos a Rio Oil & Gas, na qual teremos a chance de explicar que esse momento de abertura já foi feito e que não é uma promessa e sim uma realidade. As empresas que porventura ainda não estejam entendendo bem isso poderão entender.

Fonte: Brasil Energia

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