OIL & GAS & NAVAL & ENERGY NEWS – Nº 383

I – NOTICIAS
1-POLITICA DE PREÇOS DE DERIVADOS DE PETROLEO
A ANP está avaliando a necessidade ou não de se estabelecer uma periodicidade para os reajustes de gasolina, diesel. No último ano houveram inúmeros reajustes em cerca de 48% para gasolina e 49% para o diesel, em face da variação do câmbio e dos aumentos do preço do petróleo.

Neste período, as importações destes derivados pelas tradings privadas aumentaram significativamente, ocasionando inclusive ociosidade nas refinarias.

Há que se estabelecer um equilíbrio entre preços alinhados ás cotações internacionais e a competitividade do mercado e o papel da PETROBRAS de indutor do desenvolvimento

Fonte: Eng. Ronald Carreteiro/ Editor

2-57 blocos têm período exploratório vencendo em 2019
A Brasil Energia Petróleo informou, na última semana, que a Eneva planeja iniciar em 2019 a perfuração em seus blocos da 13ª Rodada da ANP. A companhia é uma das 19 operadoras de ativos com primeiro período exploratório vencendo no ano que vem, de acordo com dados da agência reguladora.

Ao todo, 57 blocos das rodadas 11, 12 e 13 estão nessa situação, a maioria deles (18) na Bacia do Parnaíba, como é o caso dos sete que a Eneva opera por meio de sua subsidiária Parnaíba Gás Natural (PGN): PN-T-101, PN-T-103, PN-T-146, PN-T-163, PN-T-69, PN-T-84 e PN-T-87.

Mas é a Shell a operadora com maior número de blocos com período exploratório chegando ao fim em 2019: são dez na Bacia de Barreirinhas. Chariot Brasil (4), BP Energy (1) e Ouro Preto (1) são as demais companhias com ativos na bacia na mesma situação.

Além do bloco em Barreirinhas, a Ouro Preto opera sete ativos cujo período exploratório termina em 2019, o que posiciona a companhia em segundo lugar no ranking.

No Recôncavo os dez blocos exploratórios com vencimento em 2019 são operados pela Alvopetro (4), Recôncavo Energia (4), Petrobras (1) e Petrosynergy (1).

As bacias do Ceará e Potiguar aparecem na sequência, com cinco blocos cada uma. Os ativos são operados pela Premier Oil (2), Chevron (1), ExxonMobil (1) e Total E&P (1), na primeira bacia, e Phoenix (2), Ecopetrol (1), ExxonMobil (1) e Imetame (1) na última.

Na Bacia da Foz do Amazonas, onde o Ibama ainda não liberou atividades de perfuração, há dois blocos com período exploratório vencendo no ano que vem: o FZA-M-59, operado pela BP, e o FZA-M-90, da QGEP.

Por último, em Sergipe, há o bloco SEAL-T-420, operado pela Petrobras.

Um 58º bloco, o AC-T-8_R12, na Bacia do Acre, também tem seu primeiro período exploratório terminando ano que vem, mas o compromisso consta como suspenso na tabela da ANP.

Dos 57 blocos, 23 são ativos marítimos. Nesse grupo estão os blocos da Shell, Chariot e Ouro Preto em Barreirinhas; dois da BP (um em Barreirinhas e um na Foz); dois da Premier, um da Chevron, um da Exxon e um da Total na Bacia do Ceará; e o bloco da QGEP na Foz.

2º período exploratório
Na lista da ANP também constam 27 blocos (18 no Recôncavo e 9 em Alagoas) com segundo período exploratório expirando em 2019, mas todos esses compromissos foram suspensos ou prorrogados.

Fonte: Brasil Energia

3-Petrobras poderá usar regime de empresas privadas em contratações para consórcios
A Petrobras poderá utilizar um regime próprio de empresas privadas em contratações de bens e serviços para consórcios em que atue como operadora, quando não se aplicará regra associada à chamada Lei das Estatais que determina a realização de licitação, segundo decisão do Conselho de Administração da petroleira publicada no Diário Oficial da União.

A mudança aconteceu em meio a uma revisão do regulamento de licitações e contratos da Petrobras e foi aprovada em uma reunião do Conselho de Administração da petroleira estatal em 26 de junho, com vigência a partir de 2 de julho.

Segundo o novo regulamento aprovado, a Petrobras fica sujeita “ao regime próprio das empresas privadas” para contratações de bens e serviços de consórcios operados por ela “que visem atender a demandas exclusivas dos consórcios”.

Nesses casos, não será aplicado o procedimento previsto na Lei 13.303, a Lei das Estatais, que determina que todas as contratações devem ser realizadas, em regra, por meio de licitação pública.

A lei estabeleceu prazo de 24 meses para adaptação das empresas públicas, sociedades de economia mista e subsidiárias, o que significa aplicação obrigatória a partir de 1º de julho de 2018.

Segundo a diretriz aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras, contratações de bens e serviços pela estatal “que visem atender, simultaneamente, demandas da Petrobras e de consórcios por ela operados deverão seguir o regime” definido pela Lei das Estatais, com licitação.

O despacho com a decisão do Conselho da Petrobras foi assinado pelo presidente da companhia, Ivan Monteiro, e publicado no Diário Oficial da União pelo Ministério de Minas e Energia.

Fonte: Agência Reuters

4-ANP faz audiência pública para debater redução de royalties em produção incremental de campos maduros
A ANP realizou audiência pública para obter subsídios e informações adicionais para a redação final da resolução que regulamentará o procedimento para concessão de incentivo para redução de royalties sobre produção incremental em campos maduros. O diretor Dirceu Amorelli, que presidiu a audiência, disse que a ANP recebeu 11 manifestações e 86 sugestões e comentários durante o período de consulta pública. Todas serão analisadas pela ANP.

A nova resolução tem como objetivo fomentar atividades em campos maduros, alavancando investimentos no curto prazo. De acordo com a proposta, sobre a produção que estiver dentro da curva de referência do campo, irá incidir a alíquota atual de cada contrato. Na produção incremental (que ultrapassar o previsto nessa curva), a alíquota poderá ser reduzida para até 5%, dependendo do volume adicional que for efetivamente produzido.

Fonte: Ascom ANP

5- Locar mira conexão a terminais de GNL e offshore
Depois de quase cinco anos de espera, a balsa-guindaste Locar Pipe fará seu primeiro serviço. Idealizada para atender a demandas offshore, a balsa da Locar estreará lançando os dutos que interligarão uma unidade flutuante de regaseificação (FSRU) à Termoelétrica de Sergipe, que integrará o Complexo de Geração de Energia Governador Marcelo Déda.

Construído em 2013, com investimentos de R$ 140 milhões, o equipamento será utilizado pela Sapura Energy, que fechou contrato em novembro do ano passado com a Companhia Elétrica de Sergipe (Celse) para realizar o serviço.
Além de outros projetos que envolvem a conexão de terminais de GNL a termelétricas no Brasil e América Latina, a Locar está atenta a demandas da Petrobras.

A companhia já se prepara para negociar o aluguel da balsa com a McDermott, que deve fechar contrato com a petroleira para instalação do trecho ultrarraso do Rota 3. Também no radar estão demandas associadas ao campo de Mero, na área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, com serviços programados para ocorrer entre 2020 e 2021.

“Agora temos uma perspectiva de utilização bastante significativa da balsa”, conta o vice-presidente da empresa, Henrique Bravo, acrescentando que a embarcação também poderá participar de futuras atividades de descomissionamento.
Além da Locar Pipe, a Locar é proprietária de dez Line Handlers (LHs), cinco dos quais estão hoje afretados pela Petrobras. Uma das unidades atualmente descontratadas apoiará, como rebocador, os serviços em Sergipe.

A companhia tem ainda cábreas (balsas com guindastes) em sua frota para prestar serviços de manutenção, troca de thrusters e resgate de contêineres. “É uma atividade que está crescendo. Temos três com guindastes já montados e prontas para utilização”, assinala Bravo.

Fonte: Brasil Energia/ Joao Montenegro

II-INFORMAÇÕES E COMENTÁRIOS
1-MARINTEC 2018 – 14 A 16 DE AGOSTO
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2-Empresas esperam recuperação da atividade maritimartal Marítimo0
Reconhecida no mundo como a cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro amarga uma crise financeira e social que evidenciou o rombo fiscal que o estado sofreu nos últimos anos. A situação – agravada pela retração do setor de óleo e gás – teve como efeito a estagnação de uma série de empresas da cadeia produtiva do setor naval. Entretanto, há sim um esforço pela recuperação que está alinhavando perspectivas positivas no horizonte das empresas fluminenses.

A cidade é o local escolhido para receber o principal evento da América do Sul dedicado aos setores da construção naval, manutenção e operações, a Marintec South America. Neste ano, o evento acontece de 14 a 16 de agosto no Centro de Convenções SulAmérica e tem como objetivo reunir o máximo de fornecedores nacionais e internacionais e colocar os elos da cadeia naval em contato para alinhar os interesses e promover negócios.

“Estamos observando sinais positivos, impulsionados principalmente pelo OPEX (Operation Expenditure – capital utilizado para manter uma empresa) e CAPEX (Capital Expenditure – montante destinado para investimentos) offshore e esperamos que o setor marítimo volte aos trilhos ao longo de 2018 e no início de 2019”, diz o partner and managing director Brazil da M&O Partners, Jan Lomholdt.

A companhia norueguesa M&O Partners tem filial estabelecida no bairro Botafogo, zona sul da cidade do Rio de Janeiro, e representa diversos fornecedores da indústria marítima e offshore. Para a Marintec South America, o destaque da empresa será a nova parceria com a dinamarquesa DESMI, que oferece mais de 100 tipos de projetos de bombas – centrífugas e de engrenagens, cobrindo todas as aplicações da sala de máquinas e também o DESMI Ro-Clean que fornece uma ampla gama soluções para a limpeza em derramamentos de óleo.

Outra presença confirmada na Marintec 2018 é a Jevin, empresa com matriz no município de Macaé (RJ), é especialista em integração de sistemas de radiocomunicação da Motorola, e seu dirigente integra também o grupo dos otimistas. O diretor comercial da empresa, Guilherme Capistrano Cunha, revela que é um desafio manter-se em um mercado que ficou estagnado por tanto tempo. “Acredito que, nos próximos dois anos, vamos acompanhar uma evolução nos negócios de exploração/produção de petróleo e a consequência será um aumento na demanda de produtos e serviços nesta área que atuamos de TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação)”, afirma Cunha.

A filial da multinacional Wilhelmsen, a Wilhelmsen Ships Service do Brasil, está instalada no Rio de Janeiro, com uma ampla oferta de soluções para a área naval e offshore que será apresentada durante a Marintec. “O ano de 2018 ainda deve ser de transição para dias melhores para a indústria mais à frente. Temos a expectativa de crescimento nas vendas de mais produtos do portfólio às empresas presentes no Brasil no mercado naval, assim como no offshore, que vem de um encolhimento nos últimos anos, mas já dá sinais de recuperação”, diz o gerente de vendas América do Sul & Central da Wilhelmsen Ships Service na Divisão Marine Products, Augusto Vieira.

Empregos — A importância da retomada do setor naval no Rio Janeiro, além de ajudar a tirar do vermelho as contas públicas, significa uma recuperação dos níveis de emprego. A pesquisa divulgada Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), na última quinta-feira (21), aponta que a indústria naval teve uma queda de 49% do pessoal ocupado em apenas dois anos. O setor tinha 61,5 mil vagas em 2014 e fechou 2016 com 31,5 mil. Grande parte dessa queda ocorreu no estado do Rio de Janeiro, onde 23 mil vagas foram fechadas, e o contingente de 31 mil trabalhadores caiu para apenas 8 mil.

Sobre a Marintec South America – www.marintecsa.com.br
A Marintec South America é a principal plataforma de negócios para alavancar inovações e conectar-se com a comunidade marítima da América do Sul. Ponto de encontro desta indústria, reúne armadores, estaleiros, fabricantes e fornecedores, nacionais e internacionais, em prol do aumento da produtividade, da qualificação profissional, do fomento de novas tecnologias, de investimentos e da demanda e oferta para toda a cadeia. Na última edição realizada reuniu mais de 100 expositores de 7 países e contou com a circulação de 5.500 mil profissionais. A 15ª edição em 2018, acontece de 14 a 16 de agosto, no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro (RJ). A Marintec South America é organizada pela UBM, que em junho de 2018 associada com a Informa PLC se tornou o grupo líder em serviços de informação B2B e o maior organizador de eventos do B2B no mundo. Para saber mais e para as últimas notícias e informações, visite: www.ubmbrazil.com.br e www.informa.com

Sobre a UBM Brazil – www.ubmbrazil.com.br
A UBM recentemente tornou-se parte da Informa PLC, grupo líder em serviços de informação B2B e o maior organizador de eventos do B2B no mundo.
Assessoria de Imprensa – Marintec South America 2018
Conteúdo Empresarial – Comunicação Integrada

Fonte: Redação Portal Marítimo

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