OIL & GAS & NAVAL & ENERGY NEWS – Nº 384

I – NOTICIAS
1-PetroRio licencia campanha de perfuração na Foz do Amazonas
A PetroRio iniciou o licenciamento de uma campanha para perfuração de até três poços exploratórios na área do bloco FZA-539, na Bacia da Foz do Amazonas. A empresa pretende utilizar um navio-sonda com posicionamento dinâmico para a campanha de perfuração, que terá poços em lâmina d’água rasa de 200 m.

De acordo com a PetroRio, neste bloco, dois poços (1-APS-10B e 3-PP-1-APS) já haviam sido perfurados pela Petrobrás na década de 70, tendo descoberto uma acumulação de gás, considerado sub-comercial na época. Os novos poços da empresa pretendem confirmar a presença de hidrocarboneto e determinar a extensão desta acumulação.

A PetroRio licencia também na região um projeto para aquisição de dados sísmicos 3D proprietários na ára do bloco exploratório FZA-M-539, na Bacia da Foz do Amazonas. Em recente entrevista exclusiva à E&P Brasil, o CEO da PetroRio, Nelson Tanure Filho, afirmou que a uma licitação para a contratação da campanha será lançada em breve.

A campanha da PetroRio na Foz prevê a aquisição de 1.536 km2 de dados durante um período que deve variar entre 22 e 25 dias. A expectativa da empresa é iniciar a aquisição em meados do próximo ano. O Porto de Belém será utilizado como base de apoio para a campanha.

O bloco FZA-M-539, arrematado na 11a rodada da ANP pela Brasoil, entrou no portfólio da empresa depois que a PetroRio comprou 100% do capital da Brasoil, operação concluída em março deste ano.

Com o pedido de licenciamento para a perfuração de poços na Foz do Amazonas a PetroRio entra no rol de empresas que lutam para realizar campanhas exploratórias na região. Em maio, o Ibama concluiu no Parecer Técnico, n° 73/2018-COEXP/CGMAC/DILIC, que pendências e incertezas identificadas no licenciamento ambiental para exploração de petróleo e gás na região impedem a continuação do licenciamento pela Total. No Parecer Técnico do Ibama (n° 72/2018-COEX/CGMAC/DILIC), o órgão ambiental aponta o Estudo Ambiental de Caráter Regional da Bacia da Foz do Amazonas, elaborado pelas empresas Total, BP e Queiroz Galvão, apresenta “lacunas e incongruências que inviabilizam a sua aprovação”. “São necessárias informações e esclarecimentos dos empreendedores sobre os meios físico e biótico”, diz o documento.

O parecer sobre a campanha de perfuração da Total também indica que a empresa teve dificuldade “em apresentar um Plano de Emergência Individual (PEI) satisfatório”, o que é apontado como um dos impeditivos para a liberação da licença, além da ausência de acordo bilateral entre Brasil e França relacionado a ocorrências que envolvam derramamento de óleo. As empresas ainda podem complementar os estudos, mas saga para licenciar os projetos continuam.

Os processos de licenciamento para projetos de perfuração na Foz do Amazonas são acompanhados por organizações de preservação ambiental, entre elas o Greenpeace, devido à descoberta de uma enorme área – de ao menos 9,5 quilômetros quadrados – dominada por um raro recife de corais, capaz de sobreviver nas águas turvas do Amazonas. No começo do ano, a ONG iniciou uma campanha de mobilização contra a exploração de petróleo na região intitulada “defenda os corais da Amazônia”.

Em março, a mineradora BHP desistiu da concessão de duas áreas exploratórias que havia arrematado na região. A empresa devolveu à Agência Nacional do Petróleo (ANP) a concessão dos blocos exploratórios FZA-M-257 e FZA-M-324, em águas rasas da Foz do Amazonas, arrematados por mais de R$ 30 milhões. A desistência da mineradora deixou cinco empresas com atividade exploratória na região: Total, BP, QGEP, PetroRio e Ecopetrol. A francesa total continua sendo a empresa com o maior interesse na bacia, com cinco blocos exploratórios.

Fonte: E&P/ Felipe Maciel

2-FMM disponibiliza R$ 3,8 bi para financiamento de projetos navais
Em reunião realizada no Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, em Brasília (DF), o Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) aprovou R$ 3,9 bilhões para financiamento de projetos do setor naval com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Desse montante, cerca de R$ 960 milhões serão destinados a projetos novos e R$ 2,9 bilhões referem-se a projetos que já haviam sido aprovados pelo Conselho e obtiveram novo prazo para contratação.

Para a diretora do Departamento da Marinha Mercante e conselheira do CDFMM, Karênina Dian, o montante de novos projetos é expressivo, comparativamente ao das últimas reuniões. Além disso, ela reforçou que parte significativa da indústria naval brasileira tem passado por um momento desafiador, em função das oscilações no mercado de Óleo e Gás.

“Tivemos um valor maior de novos projetos, principalmente voltados para reparo e para o escoamento da produção do Arco Norte, que indicam mercados e negócios que podem ser promissores para essa indústria, utilizando o incentivo do FMM”, disse Dian.

O próximo A Resolução do CDFMM será publicada no Diário Oficial da União com os projetos que obtiveram prioridade, conforme decisão do Conselho. Com isso, as empresas estarão habilitadas a contratar o financiamento por meio dos agentes financeiros conveniados (BNDES, BB, CEF, BNB e BASA).

Financiamento – O FMM pode financiar até 90% do valor dos projetos pleiteados. O percentual de financiamento dependerá do conteúdo nacional e do tipo de embarcação, conforme a Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 3828/2009.

O Fundo constitui a principal fonte de financiamento de longo prazo do setor naval e tem disponibilizado recursos para a instalação e modernização de estaleiros, e para que as empresas brasileiras possam estabelecer-se, renovar ou ampliar sua frota de embarcações. É administrado pelo Ministério dos Transportes, por intermédio do CDFMM.

Agenda – A próxima Reunião Ordinária do CDFMM está prevista para 29 de novembro de 2018. Os interessados têm até o dia 1º de outubro para apresentarem os projetos para obtenção de prioridade para financiamento com recursos do FMM, conforme estabelece a Portaria GM nº 253/2009.

Fonte: Redação/Assessoria TN Petróleo

3-Vinte empresas pré-inscritas na 5ª rodada de partilha
Vinte empresas demonstraram interesse em participar da 5ª rodada de partilha, incluindo a Petrobras, ExxonMobil e a Total. As informações foram divulgadas pela ANP, durante audiência pública sobre o próximo leilão, no Rio de Janeiro.
O edital será semelhante ao da 4ª rodada, prevendo um poço em cada área e período exploratório de sete anos.

O documento será publicado no dia 9/8, e o encerramento das inscrições será no dia 24/8. Programado para 28 de setembro, o leilão ofertará as áreas de Saturno, Titã, Pau-Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde.
De acordo com a ANP, a Petrobras solicitou direito de preferência somente para a área de Sudoeste de Tartaruga Verde.

Fonte: Brasil Energia/ Por Ana Luísa Egues

4- 57 Blocos têm período exploratório vencendo em 2019
A Brasil Energia Petróleo informou, na última semana, que a Eneva planeja iniciar em 2019 a perfuração em seus blocos da 13ª Rodada da ANP. A companhia é uma das 19 operadoras de ativos com primeiro período exploratório vencendo no ano que vem, de acordo com dados da agência reguladora.

Ao todo, 57 blocos das rodadas 11, 12 e 13 estão nessa situação, a maioria deles (18) na Bacia do Parnaíba, como é o caso dos sete que a Eneva opera por meio de sua subsidiária Parnaíba Gás Natural (PGN): PN-T-101, PN-T-103, PN-T-146, PN-T-163, PN-T-69, PN-T-84 e PN-T-87.

Mas é a Shell a operadora com maior número de blocos com período exploratório chegando ao fim em 2019: são dez na Bacia de Barreirinhas. Chariot Brasil (4), BP Energy (1) e Ouro Preto (1) são as demais companhias com ativos na bacia na mesma situação.

Além do bloco em Barreirinhas, a Ouro Preto opera sete ativos cujo período exploratório termina em 2019, o que posiciona a companhia em segundo lugar no ranking.

No Recôncavo os dez blocos exploratórios com vencimento em 2019 são operados pela Alvopetro (4), Recôncavo Energia (4), Petrobras (1) e Petrosynergy (1).

As bacias do Ceará e Potiguar aparecem na sequência, com cinco blocos cada uma. Os ativos são operados pela Premier Oil (2), Chevron (1), ExxonMobil (1) e Total E&P (1), na primeira bacia, e Phoenix (2), Ecopetrol (1), ExxonMobil (1) e Imetame (1) na última.

Na Bacia da Foz do Amazonas, onde o Ibama ainda não liberou atividades de perfuração, há dois blocos com período exploratório vencendo no ano que vem: o FZA-M-59, operado pela BP, e o FZA-M-90, da QGEP.

Por último, em Sergipe, há o bloco SEAL-T-420, operado pela Petrobras.

Um 58º bloco, o AC-T-8_R12, na Bacia do Acre, também tem seu primeiro período exploratório terminando ano que vem, mas o compromisso consta como suspenso na tabela da ANP.

Offshore vs. onshore
Dos 57 blocos listados, 23 são ativos marítimos. Nesse grupo estão os blocos da Shell, Chariot e Ouro Preto em Barreirinhas; dois da BP (um em Barreirinhas e um na Foz); dois da Premier, um da Chevron, um da Exxon e um da Total na Bacia do Ceará; e o bloco da QGEP na Foz.

2º período exploratório
Na lista da ANP também constam 27 blocos (18 no Recôncavo e 9 em Alagoas) com segundo período exploratório expirando em 2019, mas todos esses compromissos foram suspensos ou prorrogados.

Fonte: Brasil Energia/ Por João Montenegro

5-Cresce temor de que preço do petróleo suba para mais de US$ 150
Os investidores em petróleo podem se arrepender de terem exortado as empresas a distribuir dinheiro agora em vez de investir em crescimento para depois, já que a falta de exploração prepara o cenário para uma alta sem precedentes do preço do petróleo, segundo a Sanford C. Bernstein.

As empresas têm sido obrigadas a se concentrar em aumentar os retornos e as distribuições aos acionistas às custas dos gastos de capital destinados a encontrar novas reservas, escreveram analistas, entre eles Neil Beveridge, em nota publicada.

Por isso, as reservas das maiores produtoras caíram, e o índice de reinvestimento do setor atingiu o menor patamar em uma geração, o que abre caminho para que os preços do petróleo ultrapassem os níveis recorde alcançados na última década, segundo Bernstein.

“Os investidores que haviam incitado as equipes de gestão a frear o gasto de capital e devolver dinheiro lamentarão a falta de investimentos no setor”, escreveram os analistas. “Qualquer escassez de oferta provocará uma disparada nos preços, possivelmente bem maior que a alta que levou o barril a US$ 150 , em 2008.”

As maiores petroleiras do mundo, incluindo Royal Dutch Shell e BP, superaram o colapso dos preços em 2014 reduzindo custos, vendendo ativos e contraindo dívidas para ajudar a satisfazer os investidores com dividendos significativos.

A maior, a Exxon Mobil, foi punida pelos acionistas no início do ano após uma série de resultados decepcionantes com um enorme plano de investimentos e a falta de recompras.

O excesso de oferta de petróleo em todo o mundo nos últimos anos mascarou a “falta de investimento crônica”, afirma a Bernstein no relatório.

O petróleo atingiu o maior patamar em mais de três anos depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados começaram a limitar a produção, no início do ano passado, para reduzir a abundância global. Os produtores agora pretendem extrair mais para ajudar a esfriar o mercado, mas interrupções em países como Líbia e Venezuela estão mantendo os preços altos.

As reservas comprovadas das maiores petroleiras do mundo caíram em média mais de 30 por cento desde 2000, e apenas Exxon e BP mostraram melhora, ajudadas por aquisições, informou a Bernstein.

Ao mesmo tempo, mais de 1 bilhão de pessoas migrarão para cidades na Ásia nas próximas duas décadas, o que ampliará a demanda por carros, viagens aéreas, fretes rodoviários e plástico, que também exige petróleo, segundo a Bernstein.

“Se a demanda por petróleo continuar crescendo até 2030 e depois disso, a estratégia de devolver dinheiro aos acionistas e investir pouco em reservas acabará sendo a semente do próximo superciclo”, escreveram os analistas. “As empresas que tiverem barris por produzir ou oferecerem os serviços para extraí-los serão as escolhas certas, não ficarão para trás.”

O barril de petróleo Brent atingiu a maior alta da história em 2008, US$ 147, devido ao forte crescimento da demanda e à falta de recursos imediatamente disponíveis, o que alimentou um aumento sincronizado das commodities apelidado de superciclo.

Fonte: Bloomberg,

II – INFORMAÇÕES E COMENTÁRIOS
1-PetroNor 2018, grandes oportunidades de negócios para o Norte e Nordeste do Brasil
Venha participar da VII Conferência e Encontro de Negócios do Setor de Petróleo do Norte e Nordeste do Brasil – PetroNor 2018.

O evento acontece nos dias 18, 19 e 20 de julho de 2018, em Salvador, Bahia, e fique por dentro das oportunidades de negócios atreladas à retomada dos projetos onshore e offshore na região. Aproveite também para conhecer as últimas evoluções no mercado regional de gás natural, bem como para interagir com startups detentoras de projetos inovadores para o setor. Não perca esta oportunidade única de falar com mais de 300 representantes de empresas concessionárias de blocos exploratórios ou campos produtores, investidores, empresas fornecedoras de bens e serviços, startups, governos federal, estadual e autarquias, consulados e entidades de promoção comercial, associações de classe, universidades e centros de pesquisa.

A cidade de Salvador é o segundo hub petroleiro mais importante do Brasil. Não só pela história de produção em campos em terra, mas porque hoje a Bahia é um dos poucos estados do Brasil que possui todos os elos da cadeia produtiva de petróleo e gás, desde a exploração até os terminais marítimos de importação/exportação passando pela produção onshore e offshore, de óleo e também de gás, o refino e as atividades petroquímicas de alta complexidade. Após vários anos onde o país colocou o foco quase absolutamente no offshore, com centro no Rio de Janeiro, hoje há um renascer na atividade no NE e daí a vinda de tantos e tantos empresários e entidades de outros estados do Brasil e do exterior para participar no PetroNor em Salvador. O evento deveria servir de chamada de atenção às autoridades municipais e estaduais, tantas vezes ausentes dos debates setoriais, para outorgarem ao setor a importância que realmente tem na economia e na sociedade da região, e começarem a implementar políticas públicas que favoreçam os investimentos e que gerem riqueza para a sociedade local.

Eventos paralelos
No Fórum de Gás, diante das várias mudanças que têm ocorrido recentemente no setor, tanto no âmbito federal quanto no estadual, serão debatidas as consequências de tais mudanças e haverá apresentações inspiradoras sobre novas formas de gerar riqueza a partir da produção de gás.

E, este ano, pela primeira vez, será realizado também o Fórum e a Arena de Inovação com o objetivo de apresentar temas vinculados a Industria 4.0, ao ambiente de conexão indústria e startups, com apresentação de projetos e tecnologias desenvolvidas. Colocaremos os holofotes nas startups e empresas que têm desenvolvido tecnologias e inovações para aplicação no setor, quase sempre buscando redução de custos e operações mais eficientes nas atividades de exploração, produção e refino. Na Arena da Inovação serão apresentados 35 projetos selecionados para o evento. Vamos valorizar o que tem sido produzido localmente e aproximar o ecossistema do mercado Norte-Nordeste, além de trocar experiência com quem já está vivendo essa realidade de forma mais efetiva para aprender com eles.

Por último, como sempre, haverá vários momentos especialmente pensados para o networking, seja formalmente sob formato de Rodada de Negócios, seja informalmente nos diferentes espaços de exposição e de encontro que acontecerão em diversos momentos durante os três dias do evento.

Nesse momento temos 456 inscritos, dos quais:
277 representantes de empresa + 61 representantes de entidades = 338 (acesso a todo o evento)
119 estudantes (com acesso apenas a Arena de Inovação)
Estamos recebendo missões empresariais, startups, Gestores e Dirigentes de 10 SEBRAE/UF (AL, AM, ES, PE, RJ, RN, SE) e mais 06 delegações estrangeiras (Canadá, USA, Reino Unido, Alemanha, Colômbia e Argentina).
As inscrições via site se encerram hoje!!!!
Para os ainda interessados no evento, mas que não realizaram as inscrições via site www.petronor.net.br, terão que fazer no dia de abertura do evento, 18/07 às 14h, no credenciamento.

Fonte: Redação/Assessoria

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